Autor: Pedro Quintão
Adoro a Samara Weaving e fico feliz por ver a Alba Baptista a ganhar espaço numa produção estrangeira, mas nem isso salvou Borderline de ser uma experiência frustrante. Durante 90 minutos, só consegui pensar: "mas que m*rda é esta?".
O filme tenta ser um thriller excêntrico com toques de humor negro, mas falha redondamente em equilibrar os géneros. Não há tensão, não há coerência, não há sequer um argumento sólido. É um emaranhado de cenas que parecem atirar-se umas contra as outras, como se a história estivesse sempre prestes a fazer sentido, mas depois se recusasse a seguir um caminho lógico.
O maior problema é essa falta de foco. Borderline parece querer ser tudo ao mesmo tempo, mas não se compromete com nada. Há momentos que sugerem um thriller intenso, outros que tentam apostar na comédia absurda, mas nada funciona realmente. O humor falha porque não tem timing nem impacto, e o suspense nunca chega a existir porque as situações tornou-se difícil conseguir envolver-me na história.
Quando o filme parece ter encontrado um rumo, rapidamente volta a perder-se, como se tivesse medo de se levar demasiado a sério.
Contudo, não posso negar que Samara Weaving e Ray Nicholson carregam o filme às costas. Ela continua a demonstrar uma versatilidade impressionante nos seus papéis, e ele tem uma interpretação brutal que me faz acreditar que será um ator de enorme peso na indústria nos próximos anos.
Outro ponto positivo é a banda sonora, que, mesmo sem salvar o filme, oferece alguns momentos de envolvência. Mas, no geral, Borderline é uma experiência que não agradará a todos. Tinha tudo para ser um thriller divertido e imprevisível, mas em vez disso, é um exercício de paciência, um pouco estúpido e que nunca se decide sobre o que quer ser.
Em 24 Mar 2025
Autor: Pedro Quintão
Adoro a Samara Weaving e fico feliz por ver a Alba Baptista a ganhar espaço numa produção estrangeira, mas nem isso salvou Borderline de ser uma experiência frustrante. Durante 90 minutos, só consegui pensar: "mas que m*rda é esta?".
O filme tenta ser um thriller excêntrico com toques de humor negro, mas falha redondamente em equilibrar os géneros. Não há tensão, não há coerência, não há sequer um argumento sólido. É um emaranhado de cenas que parecem atirar-se umas contra as outras, como se a história estivesse sempre prestes a fazer sentido, mas depois se recusasse a seguir um caminho lógico.
O maior problema é essa falta de foco. Borderline parece querer ser tudo ao mesmo tempo, mas não se compromete com nada. Há momentos que sugerem um thriller intenso, outros que tentam apostar na comédia absurda, mas nada funciona realmente. O humor falha porque não tem timing nem impacto, e o suspense nunca chega a existir porque as situações tornou-se difícil conseguir envolver-me na história.
Quando o filme parece ter encontrado um rumo, rapidamente volta a perder-se, como se tivesse medo de se levar demasiado a sério.
Contudo, não posso negar que Samara Weaving e Ray Nicholson carregam o filme às costas. Ela continua a demonstrar uma versatilidade impressionante nos seus papéis, e ele tem uma interpretação brutal que me faz acreditar que será um ator de enorme peso na indústria nos próximos anos.
Outro ponto positivo é a banda sonora, que, mesmo sem salvar o filme, oferece alguns momentos de envolvência. Mas, no geral, Borderline é uma experiência que não agradará a todos. Tinha tudo para ser um thriller divertido e imprevisível, mas em vez disso, é um exercício de paciência, um pouco estúpido e que nunca se decide sobre o que quer ser.
Em 24 Mar 2025