Autor: Filipe Manuel Neto
**É um filme satisfatório, mas sem brilho ou encanto, e que não justifica ver uma segunda vez.**
Neste filme, um oficial do exército norte-americano, ainda perturbado por um episódio de fogo amigo que protagonizou na Guerra do Golfo, tem de investigar os acontecimentos de um outro episódio a fim de averiguar se uma militar tem direito à Medalha de Honra, que é uma das mais altas condecorações que o Governo Norte-Americano pode conferir. Todavia, há incongruências nos relatos das testemunhas e a investigação pode revelar o pior dos militares envolvidos.
Confesso que esperava mais deste filme. Excelentes actores, um roteiro apelativo, tudo perfeito... mas no final não chega a surpreender. Falta aqui qualquer coisa. O roteiro é bom, mas podia ser muito melhor. A Guerra do Golfo nunca é devidamente aproveitada e o conflito é apenas um motivo para os acontecimentos que se seguem. O restante baseia-se num constante entrecruzar de depoimentos acerca de um único incidente de guerra isolado, onde um soldado diz uma coisa e outro diz outra coisa totalmente diferente. Não é uma receita má, mas cansa e desgasta-se facilmente. As cenas de acção são boas, mas não justificam uma segunda visualização do filme.
O elenco tem uma série de nomes bem conhecidos. Para começar, Denzel Washington e Meg Ryan nos papéis principais. Ele é bom em papéis de protagonista que requeiram presença, personalidade e carisma; ela, por sua vez, não me parece muito bem neste filme. Acho que a personagem não seria a mais indicada para a actriz, que foi um erro de casting. Matt Damon e Lou Diamond Phillips estiveram bem.
Tecnicamente, o filme não sobressai. Bons efeitos especiais e de som, especialmente nas cenas de combate, figurinos decentes e dentro do que estávamos à espera. Uma banda sonora muito discreta. E nada mais.
Em 03 Sep 2019