Pinóquio

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Lançamento: 23 Feb 1940 | Categoria: Filmes

Pinóquio

Nome original: Pinocchio

Idiomas: Inglês

Classificação:

Genero: Animação, Família, Fantasia

Site:

Poster: Ver poster

Produção: Walt Disney Productions

Sinopse

Gepeto é um carpinteiro solitário que, um dia, resolve fazer um boneco de madeira para lhe fazer companhia. Durante a noite, a Fada Azul dá vida ao boneco, que passa a se chamar Pinóquio. Ansioso para se tornar um menino de verdade, Pinóquio se mete em várias confusões, apesar dos constantes avisos de seu amigo Grilo Falante. O boneco tem uma particularidade: sempre que mente seu nariz cresce. Até o dia em que precisa resgatar seu criador, quando ele fica preso na barriga de uma baleia.

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Reviews

Autor: Filipe Manuel Neto

**Um filme que atravessa gerações.** Pinóquio é um fantoche que, magicamente, ganha vida mas precisa da ajuda do Grilo Falante para evitar fazer asneiras e envolver-se em problemas. Este é um dos filmes mais famosos da Disney, inspirado na fábula italiana de Carlo Collodi. Esta é uma peça importante de cultura, mais do que apenas um filme animado. Ainda hoje, as mentiras de Pinóquio fazem parte da imaginação popular, e não é raro vê-las aplicada em outros contextos, como nos protestos contra governantes ou figuras públicas acusadas de dizer mentiras. Também não é incomum ouvir comparações entre o Grilo e qualquer pessoa que se distinga pela seriedade. O roteiro não retracta fielmente o conto de Collodi mas recria-o e reescreve-o, dando-lhe um aspecto muito mais didáctico e educacional. Isso faz deste filme uma ajuda muito boa para os pais na sua tarefa, sempre espinhosa, de educar as crianças. O trabalho de vozes é muito bom e os desenhos, feitos à moda antiga, um de cada vez, mostram algumas das cenas mais interessantes dos primeiros filmes deste estúdio icónico. O uso da cor foi feito de forma inteligente. As músicas são excelentes e algumas das canções usadas no filme tornaram-se verdadeiramente inconfundíveis. Pinóquio é, hoje como há décadas atrás, um dos filmes mais convincentes da infância de muitos avós, pais, filhos e netos, passando de geração em geração.

Em 24 Feb 2018

Autor: Filipe Manuel Neto

**A CONSAGRAÇÃO DE WALT DISNEY QUE QUASE O LEVOU À FALÊNCIA.** _CRÍTICA QUE ESCREVI APÓS REVER O FILME._ Após o sucesso estrondoso de “Branca de Neve”, Walt Disney adquiriu o respeito da indústria cinematográfica e capacidade financeira para novos filmes animados. Contudo, ele queria mais, queria firmar um novo padrão técnico que desse identidade ao seu estúdio. A ideia de produzir este filme surgiu em Setembro de 1937, ainda durante os estágios finais de “Branca de Neve”, quando o animador Norman Ferguson mostrou a Disney uma tradução do conto “As Aventuras de Pinóquio”, de Carlo Collodi (1883), que já estava em domínio público. Disney pensou fazer isso após lançar “Bambi”, mas, como essa produção se atrasou, começaram a trabalhar neste filme em Janeiro de 1938, pondo Ben Sharpsteen na direcção e Jack Kinney ao comando das sequências. Eles não sabiam, mas estavam a iniciar um projecto que custaria 2,6 milhões de dólares, o dobro de “Branca de Neve”. O valor já era uma insanidade em circunstâncias normais, mas considere-se também que naqueles anos a Europa vivia já sob a ameaça de uma guerra que veio, efectivamente, a acontecer. Muito além do risco, o filme poderia arruiná-los a todos mais depressa do que um casino! O problema do conto original era a personagem central, um boneco de madeira detestável e perverso que não deixa dúvidas quanto à sua crueldade e maus instintos. Disney não queria isso no seu filme: ele sabia que este boneco tinha de se tornar bom para ganhar o coração do público. Disney viu os storyboards de Bianca Majolie, as animações iniciais de Frank Thomas e Ollie Johnston, e um redesenho da personagem feito por Fred Moore, e sentiu que estavam a começar da maneira errada. Em Março de 1938, ele ordenou a paragem dos trabalhos e pôs toda a equipa a pensar nisso: Disney não queria que o boneco fosse uma marioneta malévola, o público tinha de gostar dele apesar das suas traquinices. Eles tinham de encontrar a «alma» da história. Nas semanas seguintes, Milt Kahl, um dos animadores, sugeriu que, ao invés de criarem um boneco de madeira, criassem um menino dando-lhe apenas algumas características de um boneco (as articulações e o nariz). Nascia a versão Disney do Pinóquio, uma personagem tímida, alegre, bem-intencionada, mas sem discernimento para fazer as coisas certas e, por isso, fácil de enganar. Sentindo que a personagem precisaria de um contraponto maduro, Ward Kimball sugeriu usarem o Grilo Falante, personagem que o conto original mata logo à partida. Em Abril, ele mostrou os primeiros esquiços do grilo humanizado, que quase não tem aparência de insecto, e que poderia também narrar a história pela sua perspectiva. Em Setembro, estavam prontos para começar a trabalhar a sério. A trama desenvolve-se como uma sucessão de episódios onde a marioneta, que quer tornar-se humana, se vê posta à prova: cada incidente é pensado para testar virtudes morais. Além das diferenças já notadas no boneco, os animadores desenvolveram mais os animais de Geppetto, para mostrar ao público o quanto ele desejava ter uma família, e suavizaram o carácter sombrio do conto original, conservando ainda momentos que conseguem atemorizar sem assustar. Ted Sears e Otto Englander encarregaram-se do storyboard, mas Disney interveio em todos os estágios, imprimindo a sua visão conceptual e criatividade no encadeamento das sequências, nos diálogos, no ritmo e no visual, que é tão realista quanto possível: ele deu grande atenção aos animadores de efeitos coordenados por Joshua Meador, cuja função é animar coisas que não são personagens (água, sombras, etc.). O filme contém muitos efeitos animados, das sombras e luz das velas à auréola da fada e aos movimentos das águas do mar, onde vemos a espuma, as bolhas e o efeito visual de estar debaixo de água. Para tornar os efeitos e cenas mais realistas e tridimensionais, usaram abundantemente a câmara multiplano, maquinismo de quatro metros de altura que utiliza uma sobreposição de várias celulóides animadas transpostas para vidro, permitindo que a câmara “penetre” na cena e se mova de forma dinâmica, como uma câmara dolly teria feito. Os animadores das personagens estudaram o corpo e movimento humano para conferir movimentos realistas e tinham maquetes de argila dos relógios e personagens, o que permitia ver como desenhar a partir de qualquer ângulo. Nas cenas da carroça em movimento, fizeram uma animação stop-motion passando cada fotograma para celulóides de animação onde o desenho colorido foi feito, filmando depois com a câmara de rostrum, que permite a animação deste conjunto de desenhos. O filme não seria o mesmo sem as vozes, o som e as canções icónicas, em particular “When You Wish Upon a Star”, a canção que se tornou no hino empresarial da Walt Disney Company. Dickie Jones foi eficaz como a voz infantil de Pinóquio, contrastando agradavelmente com Cliff Edwards, que deu ao Grilo uma sonoridade inteligente e sensata. Para os sons diegéticos, gravaram-se sons de centenas de relógios, metrónomos e caixas de música e usaram filtros de ressonância e tubos de água nas cenas subaquáticas. As canções não imobilizam a acção, ajudam-na a avançar dando sinais sobre a personalidade ou intenções das personagens (por exemplo, as harpas usadas para a fada), seguem os seus movimentos (o chamado “mickey mousing”) ou estabelecem a tónica do filme, como a canção mencionada faz de maneira brilhante: se todo o filme é sobre sonhos que desejamos tornar reais, a canção vai ser sobre isso também, vai ter uma toada positiva, sonhadora, e fazer-nos acreditar que isso pode acontecer! A canção foi composta por Leigh Harline para uma letra de Ned Washington e ainda hoje é bem conhecida de toda a gente, mesmo por quem nunca viu este filme, permitindo a um filme animado, pela primeira vez, ganhar os Óscares de Melhor Banda Sonora Original e Melhor Canção Original. Apesar de o mercado cinematográfico europeu estar virtualmente paralisado pela Segunda Guerra Mundial, o filme foi um sucesso gigantesco nos EUA, onde as pessoas sentiam cada vez mais necessidade de fugir a uma realidade que parecia piorar a cada dia (afinal, quando o filme foi lançado, tudo parecia indicar que a guerra se iria alastrar e envolver o continente americano devido às tensões crescentes com o Japão e o Eixo). Toda a gente acorreu para ver e Disney foi aclamado. No entanto, não bastou para evitar prejuízos financeiros graves que obrigaram o estúdio a abrir o capital em bolsa e a trabalhar com o Governo em filmes de propaganda de guerra e de venda de “war bonds”. Para mim, foi um dos primeiros contactos com o cinema, logo na infância, e tem valor acrescido pela nostalgia. Como muitas crianças na época, fiquei impressionado e intimidado nas cenas onde os meninos se transformam em burros após horas de vandalismo gratuito, numa metáfora visual da perda da inocência, de crianças que se transformam em valdevinos inúteis para a sociedade. Foi um filme que me “ensinou” a não estragar as coisas e a fazer o que devo, não o que quero. Agora que sou adulto, revi-o numa versão restaurada e com as vozes originais (quando criança, via a dobragem clássica para português brasileiro pois o meu país nem as dobragens fazia). O filme envelheceu muito bem. É uma narrativa episódica, mas há elos de ligação suficientes para que tudo funcione como um todo bem articulado. Algumas pessoas criticaram a forma como Geppetto é pouco aproveitado, e eu reconheço isso, acho que teria sido útil inserir mais cenas com ele, contextualizando melhor a relação com o boneco e, por exemplo, revelando como ele fica aborrecido com as asneiras dele, chegando a ser prejudicado por elas. Seria mais uma camada de densidade moral num filme que tem um fundo moralizante muito evidente. Um outro aspecto que eu teria modificado, se pudesse, é a maneira como Pinóquio nunca toma decisões. Ele não é convencido a ir para a ilha, ou a fugir, ele é praticamente raptado e convencido depois! Eu inverteria a ordem das coisas, fazendo a personagem tomar decisões erradas baseada em falsas premissas ou em ideias ilusórias que nós sabemos que vão acabar mal.

Em 28 Feb 2026

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