Autor: Filipe Manuel Neto
**Um remake que, apesar de entreter bem, não traz nada de novo.**
Estamos diante de um remake de um clássico do terror, de 1976. Eu não li o livro de Stephen King em que ambos os filmes foram baseados, mas vi os dois filmes e reconheço que este não é mais do que uma "actualização" da história. Um copiou o outro, simples. A parte má é que este filme não adiciona nada de novo. A parte boa é que renova o interesse na história em si, atraindo uma nova geração que, de outra forma, dificilmente teria acesso ao filme original de 1976 (actualmente, filmes antigos são uma raridade no cinema ou na televisão).
Como o filme copia a maior parte do seu predecessor, o roteiro não é novo. A performance dos actores é razoável. O papel principal foi dado à jovem Chloë Grace Moretz, uma actriz que cumpriu o seu papel sem surpresas e sem fazer algo notável. Julianne Moore conseguiu o papel da mãe de Carrie, uma mulher cega pelo fanatismo religioso e pelo medo do pecado. A atriz é experiente e fez um óptimo trabalho, fazendo do filme uma experiência muito mais agradável. A cena do baile é o clímax, mas deixa muitas perguntas. Na sua raiva, Carrie mostra um grande controlo das suas habilidades mas, ao mesmo tempo, parece perder o controlo da situação. Essa contradição não faz sentido. Efeitos visuais, especiais e sonoros são vários mas não muito impressionantes. O que nos deixa impressionados é a situação em si.
Em suma, este filme é uma boa revisitação de um antigo sucesso. Não traz nada de novo, mas ainda é bom de ver.
Em 01 Apr 2018