Caminhos da Floresta

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Lançamento: 24 Dec 2014 | Categoria: Filmes

Caminhos da Floresta

Nome original: Into the Woods

Idiomas: Inglês

Classificação:

Genero: Fantasia, Comédia

Site:

Poster: Ver poster

Produção: Walt Disney Pictures, Marc Platt Productions, Lucamar Productions

Sinopse

Nesta saga épica musical sobre ousar aventurar-se na Floresta, personagens famosos como Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, João e o Pé de Feijão e Rapunzel encontram seus destinos entrelaçados com o de um padeiro humilde e sua mulher, cujo desejo de ter um filho os envia em uma missão para reverter um feitiço da Bruxa.

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Reviews

Autor: Filipe Manuel Neto

**Uma surpresa agradável.** Normalmente, aconselho as pessoas (amigos, familiares, etc.) a saber mais sobre um filme antes de vê-lo. Mas não há regra sem excepção, e eu confesso que, desta vez, cometi o erro de ver este filme sem o fazer, na véspera de Natal, com a minha família, antes da missa do galo. Eu sabia, no entanto, que era um filme da Disney e tinha muitos nomes respeitados. Uma "garantia de qualidade", raciocinei. No entanto, não demorou muito para perceber que era um musical. Isso foi um problema? De modo nenhum. Gosto de qualquer filme bom, incluindo musicais, não vou ficar chateado porque é um musical e eu não sabia. E só agora, depois de alguma leitura, percebi que é a adaptação de um musical da Broadway que eu, obviamente, nunca vi. Muito poucos musicais são trazidos para os palcos de Portugal. Não posso compará-lo com o material original mas, dando crédito às opiniões que li, parece que foi capaz de honrá-lo, o que é positivo. Então, vamos ao filme. O filme mistura contos de fadas ("Cinderela", "Rapunzel", "João e o Pé de Feijão", "Capuchinho Vermelho") numa só história, desconstruindo-os e tentando transmitir uma mensagem: cuidado com o que é dito às crianças. Eu não entendo a necessidade disso! Todos esses contos têm a sua própria moral e não vejo mal algum em nenhum deles. Entenda-se: "Cinderela" ensina-nos a sermos pacientes e não "pagarmos o mal com o mal" porque seremos recompensados; "Rapunzel" ensina-nos a obedecermos aos nossos pais e também os pais a não impedir que os filhos descubram o mundo e aprendam por si; "João e o Pé de Feijão" ensina-nos a sermos inteligente, não sermos enganados, mas também a sermos ousados quando necessário; por fim, "Capuchinho Vermelho" pode ser o mais controverso por causa de sua conotação sexual, mas também nos ensina a obedecer aos nossos pais, não confiar em estranhos. Alguma dessas coisas é má na educação de uma criança? Para quê desmantelar as histórias e avisar os pais sobre elas? Há coisas muito mais sérias a acontecer aos nossos filhos debaixo dos nossos narizes: o vício das novas tecnologias, a incapacidade de viverem sem estarem presos aos telemóveis ou a comida altamente calórica que lhes damos são problemas muito mais sérios do que qualquer conto infantil. Também ouvi dizer que a peça original era sombria, com uma abordagem mais adulta e inapropriada a crianças. Eu entendo isso e acredito que a Disney tenha feito um esforço para adaptar esses conteúdos a um público que, como é sabido, terá crianças. Acho que foi uma tarefa muito difícil porque li que a peça era boa e popular, e é difícil lidar com algo que tem uma legião de fãs por detrás. De qualquer forma, é uma história diferente e original, mais próxima dos contos de Perrault e Grimm, e a Disney precisa de se desafiar a si mesma. Nesse ponto, o filme acertou. Meryl Streep é extraordinária. Uma estrela consagrada, um ícone do cinema, uma dama que ainda tem agilidade física e abertura mental para fazer filmes assim! Uma grande voz, uma óptima interpretação... que talento! Vale a pena ver o filme só para ver a sua força; Anna Kendrick fez uma Cinderela decente e tem uma boa voz, mas eu esperava mais... às vezes, ela está a mais no elenco; Emily Blunt esteve muito bem e tem uma voz melodiosa e elegante, que ajudou a reforçar o peso das personagens femininas; Tracey Ullman também fez um bom trabalho; Johnny Depp é sempre bom neste tipo de personagens, ele já tem experiência e tem uma boa voz; eu não conhecia James Corden, mas é o actor masculino mais marcante e interessante aqui... tem uma boa voz e conseguiu mostrar uma complexidade psicológica muito agradável; Chris Pine e Billy Magnussen estiveram bem e à altura do desafio, apesar de as suas personagens serem descartáveis. Olhando para o elenco infantil, Lilla Crawford merece uma ovação de pé. Esta jovem promessa tem uma excelente voz e foi delicioso vê-la fazer o seu trabalho. Daniel Huttlestone não fica atrás, mas a sua personagem não era tão animada e rica. O resto do elenco simplesmente fez o que deve quando deve. Os aspectos técnicos também não merecem uma crítica negativa. Como de costume na Disney, tudo foi pensado ao detalhe. Os cenários eram realistas e o CGI, quando necessário, era excelente e parecia real, muito melhor do que em muitos filmes de acção que andam por aí. Ainda estou a pensar como é que eles fizeram aquela floresta! Os trajes também não decepcionam ninguém e tudo está perfeitamente de acordo com o que vemos nas histórias. Talvez eu pudesse repensar os figurinos dos príncipes, acho que eram contemporâneos demais, mas isso não é nada demais. Finalmente, uma última palavra para a banda sonora e as canções. Até onde tenho lido, a maioria foi importada do musical. São canções muito bonitas, não podemos negar. Não é o tipo de música que fica no ouvido por dias mas é animada, às vezes muito emotiva, sempre perfeitamente alinhada com o resto. Há uma certa harmonia em todos os detalhes que dá beleza ao filme como um todo. Concluo dizendo que o filme foi muito agradável para mim, uma agradável surpresa de Natal que agradou à minha família também. Tudo bem, não é um filme muito convencional da Disney, tem momentos muito sombrios, mas a vida é assim e eu não vi nada de muito ofensivo para as crianças! Vemos a filmes piores, compramos jogos cheios de sangue e mortes para os nossos filhos e depois falamos deste filme? Se quisermos proteger os nossos filhos, devemos começar por impor regras em casa. Hora de dormir, hora de estudar, hora de ver TV, regras para o telemóvel ou o computador. Não é o que vejo na maioria das casas dos meus amigos que têm filhos. Eles mandam mais do que os pais. É mais fácil para um pai que está cansado de trabalhar dar tudo o que a criança pede e evitar a discussão ou uma birra. Quando isso mudar, então poderemos preocupar-nos com os filmes.

Em 25 Nov 2018

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