Autor: Filipe Manuel Neto
**Zarchi cuspiu nas nossas caras!**
Quarenta anos depois, este filme é a única sequela directa ao filme “Mulher Violada” lançado na década de Setenta e que sofreu um remake com várias sequelas próprias durante os últimos anos. Dirigido pelo mesmo director, Meir Zarchi, e contando com a mesma actriz protagonista, Camille Keaton, obviamente quarenta anos mais velha, o filme é uma espécie de homenagem ao original, mas prima pelo mau gosto e pela absoluta falta de qualidade. Qualquer um dos filmes mais recentes é mais interessante do que este pedaço de lixo.
A história centra-se numa vingança por parte dos familiares dos homens mortos por Jennifer Hills no filme inicial. Incapazes de aceitar a culpabilidade óbvia dos homens mortos na década de Setenta, reconhecida por um júri em julgamento onde Jennifer foi inocentada, eles juntam-se para a matar. Jennifer, por sua vez, enriqueceu com um livro best-seller que escreveu em torno da sua terrível experiência e teve uma filha (que o filme rapidamente nos diz ser filha de um dos violadores), chamada Christy, que se tornou uma importante modelo internacional. De alguma forma, os familiares dos falecidos, liderados por Becky, a esposa de um deles, logram raptar mãe e filha. O que se segue é basicamente a morte de Jennifer, o estupro de Christy e a jornada de vingança que ela empreende para se vingar a si mesma e à sua mãe.
É provavelmente uma das piores sequelas de todos os tempos. Tresanda a amadorismo por todos os poros e parece um trabalho escolar de um mau aluno de um curso de cinema! O roteiro é absurdamente mau, as personagens fazem tudo de um modo previsível e teatral, ou têm atitudes que são o contrário do que seria mais lógico. Repleto de críticas aos moradores da província norte-americana, mostrados como atrasados, incultos, fanáticos religiosos e violentos, pode ser bastante ofensivo para eles.
O elenco é terrivelmente mau. Camille Keaton está de regresso ao papel que a celebrizou, mas é basicamente apenas uma participação honrosa, posto que ela está no filme para morrer, e isso acontece antes da primeira hora de duração. Maria Olsen é a grande vilã, mas ela é tão má actriz e tem uma personagem tão bizarra que quase nos faz rir. Jamie Bernadette deu vida à filha de Jennifer, uma super-modelo, mas foi um erro completo de casting! Convenhamos, ela nem sequer é bonita com aquele maxilar quadrado! Há tantas mulheres lindas, porquê esta? O restante elenco é simplesmente a escória das escolas dramáticas americanas.
Tecnicamente, é um filme péssimo. Penso que o orçamento terá sido tão baixo que nem sequer se deram ao trabalho de fazer cenas brutais de assassinato, limitaram-se ao mais básico e a efeitos visuais baratos e simples de fazer. A cena de violação é rápida, relativamente pudica e a nudez é quase nula comparada com o filme dos anos Setenta. A cinematografia é banal, os cenários e figurinos são medianos e a banda sonora é quase inexistente. Mas o destaque mais negativo vai para o trabalho do director e da equipa de edição e pós-produção: um filme tão mau não podia, simplesmente, ter uma duração de duas horas e meia. Em vez de cuspir na sepultura, o director Zarchi virtualmente cuspiu nas nossas caras!
Em 10 Oct 2020
Autor: Filipe Manuel Neto
**Zarchi cuspiu nas nossas caras.**
Quarenta anos depois, este filme é a única sequela directa ao filme *Mulher Violada* lançado na década de Setenta e que sofreu um remake com várias sequelas próprias durante os últimos anos. Dirigido pelo mesmo director, Meir Zarchi, e contando com a mesma actriz protagonista, Camille Keaton, obviamente quarenta anos mais velha, o filme é uma espécie de homenagem ao original, mas prima pelo mau gosto e pela absoluta falta de qualidade. Qualquer um dos filmes mais recentes é mais interessante do que este pedaço de lixo.
A história centra-se numa vingança por parte dos familiares dos homens mortos por Jennifer Hills no filme inicial. Incapazes de aceitar a culpabilidade óbvia dos homens mortos na década de Setenta, reconhecida por um júri em julgamento onde Jennifer foi inocentada, eles juntam-se para a matar. Jennifer, por sua vez, enriqueceu com um livro best-seller que escreveu em torno da sua terrível experiência e teve uma filha (que o filme rapidamente nos diz ser filha de um dos violadores), chamada Christy, que se tornou uma importante modelo internacional. De alguma forma, os familiares dos falecidos, liderados por Becky, a esposa de um deles, logram raptar mãe e filha. O que se segue é basicamente a morte de Jennifer, o estupro de Christy e a jornada de vingança que ela empreende para se vingar a si mesma e à sua mãe.
É provavelmente uma das piores sequelas de todos os tempos. Tresanda a amadorismo por todos os poros e parece um trabalho escolar de um mau aluno de um curso de cinema! O roteiro é absurdamente mau, as personagens fazem tudo de um modo previsível e teatral, ou têm atitudes que são o contrário do que seria mais lógico. Repleto de críticas aos moradores da província norte-americana, mostrados como atrasados, incultos, fanáticos religiosos e violentos, pode ser bastante ofensivo para eles.
O elenco é terrivelmente mau. Camille Keaton está de regresso ao papel que a celebrizou, mas é basicamente apenas uma participação honrosa, posto que ela está no filme para morrer, e isso acontece antes da primeira hora de duração. Maria Olsen é a grande vilã, mas ela é tão má actriz e tem uma personagem tão bizarra que quase nos faz rir. Jamie Bernadette deu vida à filha de Jennifer, uma super-modelo, mas foi um erro completo de casting! Convenhamos, ela nem sequer é bonita com aquele maxilar quadrado! Há tantas mulheres lindas, porquê esta? O restante elenco é simplesmente a escória das escolas dramáticas americanas.
Tecnicamente, é um filme péssimo. Penso que o orçamento terá sido tão baixo que nem sequer se deram ao trabalho de fazer cenas brutais de assassinato, limitaram-se ao mais básico e a efeitos visuais baratos e simples de fazer. A cena de violação é rápida, relativamente pudica e a nudez é quase nula comparada com o filme dos anos Setenta. A cinematografia é banal, os cenários e figurinos são medianos e a banda sonora é quase inexistente. Mas o destaque mais negativo vai para o trabalho do director e da equipa de edição e pós-produção: um filme tão mau não podia, simplesmente, ter uma duração de duas horas e meia. Em vez de cuspir na sepultura, o director Zarchi virtualmente cuspiu nas nossas caras!
Em 10 Oct 2020