Veludo Azul

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Lançamento: 19 Sep 1986 | Categoria: Filmes

Veludo Azul

Nome original: Blue Velvet

Idiomas: Inglês

Classificação:

Genero: Mistério, Thriller, Crime

Site:

Poster: Ver poster

Produção: DEG

Sinopse

Jeffrey Beaumont (Kyle MacLachlan), um rapaz simplório que acaba de voltar à cidade, envolve-se em uma perigosa investigação sobre os negócios de um traficante de drogas (Dennis Hopper) que mantém uma sádica relação com a bela cantora de cabaré Dorothy Vallens (Isabella Rossellini).

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Reviews

Autor: Filipe Manuel Neto

**Um sonho, um pesadelo… este filme recheado de um ambiente onírico e surreal tem pouco a ver com a realidade.** David Lynch não é um director que apele a todos os gostos. Tem uma técnica e um estilo que são só dele e onde muitas vezes o mundo, aparentemente perfeito, que vemos a olho nu convive promiscuamente com toda a podridão que só em pesadelos imaginamos. Ele é um director que gosta de pegar naquilo que é aparentemente perfeito e imaculado e mostrar o lado podre escondido. E é precisamente isso que vemos neste filme, que não é perfeito mas a que é difícil ficar indiferente. Este filme podia ser encarado como uma fábula adulta à medida que o protagonista, um jovem chamado Jeffrey Beaumont, se sente impelido a levar a curiosidade às últimas consequências após encontrar uma orelha cortada num descampado. Ao iniciar uma investigação paralela à da polícia, ele descobre ligações entre a orelha que encontrou e uma cantora de bar que vive isolada, e a quem um mafioso raptou o marido e o filho para a usar como objecto sexual em fantasias eróticas bizarras. Para mim, este filme é bastante surreal e cria ao redor da sua história e das suas personagens um ambiente propositadamente surrealista e onírico, como se estivesse a contar-nos um sonho ou um pesadelo. Isso ajuda-nos a entender o maior problema do filme: a falta de lógica e de sentido no comportamento das personagens. Por um lado, temos um jovem que se sente de tal forma curioso que não é capaz de entender que está a ir longe demais nos seus actos. Ele não se controla, da mesma forma que nós mesmos não nos controlamos quando estamos a sonhar. Por outro lado, temos Dorothy Vallens, uma cantora traumatizada que age de maneira incoerente e profundamente sexualizada, mas que pode perfeitamente simbolizar as fantasias eróticas reprimidas no sonho. Para completar temos Frank, o assassino psicopata mais óbvio do cinema, com um comportamento aleatório, pervertido e que grita ao invés de falar, mas que expressa toda a raiva que, muitas vezes, só em sonhos ousamos expressar. O estatuto *cult* que o filme atingiu com o passar do tempo e a forma como catapultou a carreira de David Lynch permitiu que os actores tenham beneficiado igualmente. Kyle MacLachlan consegue uma performance bastante boa. Isabella Rossellini também nos dá um dos papéis mais importantes da sua carreira, apesar de ter um sotaque forçado e irritante. Dennis Hooper foi bom a dar vida a Frank e parece realmente ameaçador. Ainda há espaço para mencionarmos a boa performance de Laura Dern, num papel doce e muito contido. Tecnicamente, é um filme colossal e onde a cinematografia foi usada de modo magistral. Há uma série de ângulos de câmara e planos de filmagem verdadeiramente impressionantes, em particular no início e no final do filme. O uso da cor e da luz, e mais tarde da sombra e da noite, foram elementos que Lynch soube aproveitar ao máximo. Não sendo um filme onde os efeitos tenham grande tempo e, sobra-nos tempo para apreciar os cenários, pensados ao detalhe, a escolha de certas cores e a forma como certas personagens se ligam a elas (pense-se, por exemplo, que o apartamento de Dorothy é dominado por cores quentes como o vermelho, e na simbologia rica em torno do roupão de veludo azul). Outro detalhe que foi meticulosamente pensado foi a banda sonora, verdadeiramente impressionante e uma ajuda bem-vinda na criação de ambiente.

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