Autor: Filipe Manuel Neto
**Acção com algum humor e uma dose de exagero.**
A melhor coisa que um filme de acção pode ter é que normalmente é entretenimento fácil e que não nos faz pensar muito. O filme que hoje me traz aqui é razoavelmente agradável por isso, e por ser honesto no que faz, isto é, não é um daqueles filmes que engane o público dizendo ser uma coisa e sendo outra. O filme é exactamente o que diz ser, e dá-nos aquilo que promete.
O roteiro não é particularmente inteligente, e a história tem pontos improváveis que cheguem para nos fazer realmente duvidar dela. Porém, serve os intentos do filme na perfeição, tendo até alguns momentos de humor. O filme está longe de ser bom, mas conta com um elenco de bons actores: Sylvester Stallone é bom na acção, mas nunca foi bom a interpretar personagens, e isso não muda neste filme. Mesmo assim, ele é bom o suficiente para aguentar o papel e ter o protagonismo. John Lithgow também faz um trabalho satisfatório, mas o resto do elenco fica-se pela mediania. Os vilões são… simpáticos, para dizer a verdade.
Tecnicamente, o filme aproveita o orçamento generoso para cenas de acção muito boas e bem executadas, com grande exigência física dos duplos e grande empenho dos sectores de efeitos especiais, visuais e sonoros. Há um exagero que leva tudo a tornar-se sensacional, kitsch e um pouco tolo, e os diálogos são clichés absolutos, mas juntam diversão e alguns momentos mais espirituosos ao filme. Claro, há pirotecnia de sobra, a julgar pela quantidade de coisas que são estouradas.
Em 31 Dec 2022