O Estranho Mundo de Jack

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Lançamento: 09 Oct 1993 | Categoria: Filmes

O Estranho Mundo de Jack

Nome original: The Nightmare Before Christmas

Idiomas: Inglês

Classificação:

Genero: Fantasia, Animação, Família

Site:

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Produção: Touchstone Pictures, Skellington Productions

Sinopse

Jack Skellington, o Rei das Abóboras, se cansa de fazer o Dia das Bruxas todos os anos e deixa os limites da cidade. Por acaso, acaba atravessando o portal do Natal, onde vê a alegria do espírito natalino. Ao retornar para a Cidade do Halloween, sem ter compreendido o que viu, ele começa a convencer os cidadãos a sequestrarem o Papai Noel e fazerem seu próprio Natal. Apesar de sua leal namorada Sally ser contra, o Papai Noel é capturado e os fatos mostrarão que Sally estava certa o tempo todo.

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Reviews

Autor: Filipe Manuel Neto

**Um bom filme de animação em stop-motion.** Este filme de animação para adultos e adolescentes concentra-se em Jack Skellington, o cidadão mais notável da Cidade do Dia das Bruxas, e na viagem inesperada que ele fez para a Cidade do Natal, onde descobre o espírito de Natal sem, no entanto, o entender. Dirigido e escrito por Tim Burton, apresenta as vozes de Danny Elfman, Chris Sarandon, Catherine O'Hara, William Hickey e Glenn Shadix. Este é um dos mais famosos filmes de animação em stop motion e até foi nomeado para o Óscar de Melhores Efeitos Visuais devido à qualidade da animação alcançada. Tim Burton tem talento, especialmente para filmes considerados estranhos ou fora de padrões. Terror ou temas de mistério são bastante visitados pelo director sob a forma de animações ("A Noiva Cadáver" é o exemplo mais marcante). Neste caso, aborda a celebração do Dia das Bruxas, um feriado popular nos países de língua inglesa, e que começou a ser observado também nos países latinos, timidamente, graças à importação pelos meios de comunicação de massa (nesses países, as pessoas celebram o Dia de Todos os Santos em vez do Dia das Bruxas). O roteiro é muito bom, divertido e confronta directamente os dois feriados (Dia das Bruxas e Natal, claro está). As personagens são imaginativas e feitas com muito cuidado. As vozes foram muito bem na maior parte do tempo. Nota-se como Burton esteve envolvido no projecto. Muito meticuloso, procurou a maior perfeição possível no filme. Os cenários e efeitos visuais estavam ao mais alto nível, brincando com os objectos mais populares do Halloween e do Natal. A fotografia pode desagradar devido ao baixo contraste, mas acredito que foi o melhor que podia ser alcançado em 1993 e o filme, se fosse feito hoje, com tecnologia digital de filmagem e edição, teria sido visualmente diferente. A banda sonora, responsabilidade de Danny Elfman, é excelente. Ele também compôs todas as músicas que são cantadas no filme e, se algumas delas ficam no ouvido, outras são bastante comoventes, como as músicas interpretadas pela "boneca de pano" Sally. Por todas estas razões, este filme é uma referência na animação contemporânea, e é adequado, em particular, para os amantes do dia mais assustador do ano.

Em 24 Feb 2018

Autor: Filipe Manuel Neto

**O NATAL ESTRANHO QUE BURTON CRIOU, MAS QUE A DISNEY TEVE MEDO DE ASSUMIR.** CRÍTICA QUE FIZ APÓS REVER O FILME. Em 1982, quando era animador na Walt Disney Pictures, Tim Burton fez um poema de três páginas dedicado ao Halloween chamado “The Nightmare Before Christmas”. Ele pensou em fazer um livro infantil ou até uma curta animada para televisão com base nesse poema, e mostrou-o a um colega, Henry Selick, mas o tom gótico e sombrio não se adequava à Disney e o assunto ficou em banho-maria nos anos seguintes, em que Burton foi demitido e foi para a Warner Bros., onde o seu estilo foi bem aceite e fez sucesso em filmes como “Beetlejuice” e “Batman”. A Disney compreendeu o seu erro, mas o seu novo CEO, Jeffrey Katzenberg, percebeu que ainda tinham os direitos sobre este projecto e resolveu chamar Burton e Selick para negociar em 1990. Resolveram fazer o filme com animação stop-motion, mas lançá-lo pela chancela da Touchstone Pictures, a subsidiária na qual faziam os projectos sem a imagem Disney. Burton assumiu o lugar de produtor executivo, Selick ficou a dirigir, Michal McDowell foi contratado para o argumento e Danny Elfman para as canções. Danny Elfman fez a sua parte do trabalho com uma facilidade e fluidez notáveis, sendo um dos trabalhos mais fáceis, e ao mesmo tempo mais notáveis da sua longa carreira, em que tem permanecido ao lado de Burton na maioria dos seus projectos. As vozes das personagens, que cantariam essas canções, foram escolhidas logo de seguida e fizeram as gravações enquanto se montavam os cenários e construíam os bonecos e materiais para a filmagem: assim, os animadores poderiam coordenar os movimentos e expressões faciais de cada boneco com a gravação da voz correspondente. Para a voz de Jack, o protagonista, chamaram Chris Sarandon, que dá à personagem uma fala clara e elegante; no entanto, ele não era cantor e, para as canções, recorreram à voz do próprio compositor, Danny Elfman. De facto, ele imprimira tanto de si mesmo nas canções que criou para esta personagem que outra solução não seria mais justa. Catherine O’Hara deu voz a Sally e também a Shock, com uma ligeira alteração de tonalidades. Ken Page, um veterano da Broadway, foi escolhido para a voz do vilão e deu-lhe uma sonoridade profunda e perversa. Glenn Shadix esmerou-se na bitonalidade vocal do Mayor e William Hickey faz igualmente uma boa performance de voz. Selick, que tinha experiência com stop motion, é o responsável pela fluidez e soberba execução da animação. Ele e a sua equipa, de mais de uma centena de animadores, ocupou um renque de 20 estúdios em São Francisco, Califórnia. O stop motion é penosamente lento, envolvendo bonecos e cenários que se manipulam milímetro a milímetro, por isso a filmagem dos 110.000 fotogramas do filme de 76 minutos demorou três anos. A equipa conseguia fazer 60 segundos de filme por semana, num processo meticuloso onde o mínimo descuido poderia destruir dias de trabalho. Cada boneco era feito de silicone e espuma de látex moldadas sobre um esqueleto articulado em metal, com juntas de esfera que permitiam maleabilidade, flexibilidade e fluidez de movimentos. Sally tinha uma face de látex removível para não danificar o cabelo, a parte mais sensível deste boneco, e Jack tinha uma série de 400 cabeças diferentes com várias expressões de rosto para ir trocando. Para o cenário torto e expressionista imaginado por Burton, os animadores construíram 230 cenários com cartão, gesso, madeira e várias tintas, incluindo tinta para luz negra (para o Oogie Boogie). Para filmar, o cinegrafista Pete Kozachik usou câmaras Mitchell 35 mm sobre sistemas de motion control guiados por computador que faziam o papel do operador humano, movendo a câmara um milímetro de cada vez. Isto permitiu criar as panorâmicas aéreas e cenas dinâmicas. Para manter a luminosidade uniformemente, criaram miniaturas de luzes de estúdio que colocaram de modo a acentuar as sombras que Burton havia imaginado. Os efeitos visuais são da velha escola: para a neblina usaram fumo real captado em exposições múltiplas; para a neve usaram plásticos triturados. Lançado em 1993, sem a máquina publicitária da Disney, o filme não foi um sucesso total: para um orçamento de 18 milhões, arrecadou apenas 50 milhões no mercado doméstico. No entanto, ao passar para suporte físico, conquistou gradualmente o seu público ao longo da década: no dealbar do milénio, era um fenómeno cultural e a Disney finalmente acolheu-o como um dos seus, dando-lhe merchandising dedicado, visibilidade e espaços nos seus parques temáticos e cruzeiros! Jack ganhou o seu espaço como uma personagem Disney por direito, tendo dado fortunas a render ao estúdio após todos estes anos. Jack, assim como o Grinch, é uma daquelas personagens em que penso quando imagino pessoas que não vêm o Natal como nós o vemos. Eu não celebro o Halloween, não faz parte da minha cultura, mas gosto de ver este filme perto do Natal, de vez em quando. Para mim, é um dos melhores filmes stop motion já feitos, graças ao trabalho paciente de uma centena dos melhores artistas na área. A sincronia entre as vozes e os bonecos está virtualmente perfeita, e o modo como os bonecos e os cenários foram feitos é uma proeza técnica que merece reconhecimento. As vozes fazem o seu papel sem grandes dificuldades (eu não vou valorizar demasiado toda a questão da mudança de voz em Jack), e as canções de Danny Elfman são metade da beleza do filme.

Em 25 Feb 2026

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