Autor: Filipe Manuel Neto
**Muito bom, merece maior atenção do público.**
Quando uma senhora parisiense muito rica decide deixar todos os seus bens para os seus gatos, o seu mordomo ciumento decide fazê-los desaparecer para que ele possa ficar com tudo. Dirigido por Wolfgang Reitherman, apresenta uma banda sonora composta por George Bruns.
Provavelmente estamos diante de um dos filmes mais subestimados da Disney. Tem um roteiro simples, baseado numa disputa de heranças entre um mordomo e uma família de gatos. Os actores de voz são bons e o trabalho dos designers é excelente. O uso de tons mais suaves, combinados com um lápis firme mas discreto, tornam-no muito elegante e encantador. O filme tem algumas mensagens morais importantes: a união da família, bem como a necessidade de ajudar os que estão em perigo, são valores visíveis na forma como os gatos se entre-ajudam. Por outro lado, as consequências adversas que o mordomo sofre mostram às crianças o castigo pela sua inveja e ganância. No filme, o "namoro" entre a Duquesa e O'Malley lembra as cenas, vinte anos antes, de "A Dama e o Vagabundo".
Uma das características mais apreciadas deste filme é a banda sonora, que contém uma série de momentos musicais interessantes, da música dos gatos siameses à música que os gatinhos cantam ao piano. Mas a peça mais impressionante é "Todos querem ser um gato". Acontece perto do clímax e é um jazz muito divertido tocado pelos gatos vadios.
Em 17 Mar 2018