A Bela Adormecida

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Lançamento: 17 Feb 1959 | Categoria: Filmes

A Bela Adormecida

Nome original: Sleeping Beauty

Idiomas: Inglês

Classificação:

Genero: Fantasia, Animação, Romance, Família

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Produção: Walt Disney Productions

Sinopse

Ciumenta e vingativa a fada Malévola lança um feitiço cruel sobre a princesa Aurora no dia do seu nascimento. Aurora está condenada a cair em um sono profundo quando completar 16 anos de idade e, para despertar novamente, sua única salvação seria um beijo de seu verdadeiro amor. As três fadas bondosas, Flora, Fauna e Primavera tentam evitar a profecia do mal, mas não conseguem. Agora só resta ao príncipe Felipe enfrentar Malévola e salvar a princesa.

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Reviews

Autor: Filipe Manuel Neto

**Um dos mais clássicos entre os clássicos.** Este filme é a adaptação ao cinema de animação do conto popular de Charles Perrault. Dirigido por Clyde Geronimi, tem as vozes de Mary Costa, Bill Shirley, Eleanor Audley e outros actores. A história não precisa de introdução nem de qualquer comentário ao roteiro que, basicamente, reproduz o conto na íntegra. É uma das histórias que acompanharam a infância de todos nós e que todos aprenderam a amar. E não há melhor maneira de imortalizá-la do que deixar a Disney fazê-lo com este filme. O trabalho de voz foi muito bem feito e as vozes são excelentes; os desenhos foram feitos de uma maneira meticulosa e detalhada, a maneira tradicional, com tudo a ser desenhado à mão por centenas de desenhadores, cena após cena. Era assim que se fazia o cinema de animação antes do advento das novas tecnologias. A banda sonora, de George Burns, ganhou uma merecida nomeação para o Óscar nessa categoria, sendo excelente em todos os sentidos e ajudando a tornar este filme num dos mais impressionantes e românticos já feitos pela Disney. Intemporal e imortal, tal como a história que retracta, este filme é um dos mais clássicos entre os clássicos que o estúdio já deu ao cinema universal. Continuará, certamente, a ser visto e admirado por gerações, sem limite de idade, cultura ou idioma.

Em 24 Feb 2018

Autor: Filipe Manuel Neto

**“TRÊS FADAS E UMA PRINCESA”: O FILME QUE QUASE DEU MOTIVOS A WALT DISNEY PARA ABANDONAR O CINEMA ANIMADO.** _CRÍTICA QUE FIZ APÓS REVER O FILME._ Este filme marca uma viragem estética nos filmes da Disney. A ideia apareceu pela primeira vez em 1938, no entanto só saiu do papel passados vinte anos! Quando isso aconteceu e dispuseram a adaptar o conto-de-fadas mais icónico de sempre, segundo a versão feita por Charles Perrault no livro “Histórias e Contos dos Tempos Antigos” de 1697, Disney fez uma exigência: o filme teria de ser o pináculo técnico do seu estúdio e apresentar uma identidade visual própria, capaz de ultrapassar o que já fizera e de se distinguir claramente de “Branca de Neve” (1937) e “Cinderela” (1950)! Não obstante, este é o filme em que Walt Disney se envolveu menos: por essa altura, estava demasiado assoberbado pela programação televisiva do estúdio e pela obra da Disneyland, o seu primeiro parque temático, em Anaheim, Califórnia. É o primeiro filme Disney sem Disney. Sem o patrão ao leme, a construção da narrativa passou por um campo de batalha, com diversos animadores e criativos a quererem impor a sua visão. Bill Peet foi o primeiro a criar um storyboard, em 1951, mas Disney recusou-o; era muito doce e lembrava “Branca de Neve”. Houve discussões acesas entre ele, Walt e Eyvind Earle; neste «roteiro» já se previa o fim da história com o beijo do príncipe, ignorando o que Perrault escreveu para a frente disso, e se fixava o número de fadas em quatro (três boas e a má). Previa também que a princesa se interessasse pelo príncipe antes do feitiço, sem ele saber quem ela era. O problema era Aurora: além de ser parecida com as antecessoras cinematográficas, passava o filme todo escondida ou a dormir! A solução veio de Erdman Penner: dar mais tempo às fadas e ao príncipe. O Príncipe, que noutros filmes era uma personagem acessória, passou a ter nome (Filipe, como eu mesmo!), maior desenvolvimento e capacidade de acção. As três fadas boas, como tutoras da princesa no anonimato, passaram a ser as responsáveis por todas as decisões importantes na vida dela além de representarem um forte alívio cómico; Maléfica, a fada má, tornou-se uma das maiores vilãs da Disney. Criada e desenhada por Marc Davis, o filme gira em torno dela: ela não é apenas uma mulher despeitada pela falta de um convite, isso é o pretexto para ela exalar maldade: é o mal no estado puro, tanto que se transforma em criaturas diabólicas e tem forte conotação com o fogo. Se a narrativa foi um saco de gatos, a liderança da produção foi outra guerra: nominalmente, quem dava ordens era Clyde Geronimi, director executivo e responsável por tornar o filme «vendável», privilegiando o humor e o dinamismo rítmico. Porém, Disney deu uma colossal abébia a Eyvind Earle, que era o designer de produção, papel menos relevante em circunstâncias normais. Na prática, com o apoio do patrão, ele impôs uma estética homogénea ao filme atropelando a usual liberdade criativa dos colegas e animadores e, claro, chocando com toda a gente! Ele tinha a visão de um filme mais lento, com maior abundância de detalhes visuais: fortemente inspirado pela estética gótica do período medieval tardio, com linhas rectas e grande verticalização, seduziu Disney com a ideia de uma tapeçaria medieval que ganha vida diante dos nossos olhos, e impôs essa toada aos estiradores ignorando o quão afeitos estavam às linhas curvas e fluidez conceptual! Aos animadores restava tentar dar coração às personagens e impedir o filme de ser mais frio que o Castelo de Chambord no Inverno. Um filme tão majestoso não podia ser feito em pequeno formato. Para o tornar mais digno de contemplação, apostaram no ecrã gigante com o formato 70 mm Technirama, o dobro do tamanho regular. Isto era algo a que ninguém na Disney estava habituado e que viria a ser um pesadelo para os desenhadores e animadores: com tanto espaço ao dispor, o fundo de um frame que era feito em dois dias passou a demorar dez, e as personagens tinham de ser desenhadas com um rigor milimétrico. Cada fotograma passava a ser uma autêntica iluminura gótica, o que se harmonizava com a estética adoptada e produzia um filme visualmente mais rígido e vertical, como se as cenas tivessem sido propositalmente esticadas. Esta ideia de grandeza perpassou naturalmente para a sonoridade: Walt Disney quis que o filme fosse pensado «para» a música do bailado “A Bela Adormecida”, composto por Tchaikovsky, invertendo o procedimento normal em cinema (a música ser pensada para o filme). Isto permitiu dispensar as habituais canções: se esquecermos “Hail to the Princess Aurora” ou “I Wonder”, o filme não é cantado e ressoa com um classicismo formal absoluto, é Tchaikovsky que rapta a banda sonora a partir do seu túmulo. Ouçam “Once Upon a Dream”! É a partitura de Tchaikovsky com poucas diferenças do original! A gravação foi feita pela Orquestra Sinfónica de Berlim, driblando uma greve dos músicos e usando o sistema de seis pistas stereo que dá maior profundidade e envolvência à melodia. Quanto às vozes, Eleanor Audley é a que mais se destaca graças a uma dicção excelente e sensação de nobreza no timbre. Ela dá voz à Maléfica com um sarcasmo feroz digno de uma fidalga vingativa, fugindo ao que já fizera para a madrasta da Cinderela no filme homónimo e evitando cair no cliché da bruxa velha de voz estridente. A actriz permitiu-se até ser admirada, vestida e a falar como a personagem, para que os animadores pudessem tirar notas: o levantar cínico da sobrancelha, por exemplo, é uma característica da actriz que a personagem herdou. Mas não poderia ignorar Mary Costa, uma actriz que, ainda por cima, tem origens portuguesas! Ela fez carreira como cantora lírica e atingiu um merecido estrelato, mas o trabalho mais famoso dela é ter dado voz a Aurora quando tinha 22 anos. Disney escolheu-a graças ao timbre claro, à dicção naturalmente aristocrática e à capacidade para cantar notas altas, como soprano de coloratura que era. É difícil imaginar Aurora sem uma voz tão cheia de personalidade. Verna Felton, Barbara Jo Allen e Barbara Luddy deram voz às três fadas, gravando juntas de forma a poderem agir como um trio, como as personagens, que nunca se separam. Como pudemos perceber, o filme é um colosso quadrangular sólido, um bloco de granito gigantesco que, tal como a memorável pedra do livro de José Saramago “Memorial do Convento”, precisa de umas 500 juntas de bois para ser puxada. Eu nunca cheguei a ver o filme na infância, vi-o já como adulto e revi-o agora. Ao fazer isso, senti o quanto o filme se debate com a solidez e luta para ficar no mesmo lugar. A acção não acontece, é antes arrastada penosamente pelas personagens, como se tivessem de correr uma maratona com uma mochila de vinte quilos. Lançado em 1959, o filme consumiu anos de trabalho e uma fortuna obscena ao estúdio: seis milhões de dólares que fariam dores a Disney até à sua morte, em 1966: o público não correu para os cinemas com o entusiasmo previsto, o filme não ganhou para se pagar e o estúdio levou um rombo maior do que o do Titanic. Para um homem obcecado com a sua imagem pública como Disney, construir a sua «magnum opus» e vê-la ser considerada apenas mediana foi uma estocada na alma. Nos anos seguintes, o estúdio mandou uma larga centena de pessoas para o desemprego, impondo cortes draconianos que transformaram os filmes a seguir em “versões de saldos” que puseram um fim à era dourada da Disney. O criador perdeu o amor pela criação: para ele, estou certo, teria sido preferível queimar aqueles dólares todos na lareira do castelo de Anaheim. O que fica, no final? Fica um filme que, no meio de tantos, parece um alienígena bonito. Este filme é diferente de tudo o que foi feito antes e depois, é um estranho no ninho. Há imensas coisas que eu teria mudado se fosse eu a decidir. O maior problema do filme, para mim, é a sua resistência ao movimento derivada de uma solidez paralelepipédica e gélida. Os críticos disseram que era frio, mas é mais que isso, é um calhau imóvel que não se mexe sem esforço. A narrativa precisava de muito mais emoção, de muito mais coração, fosse ele comédia ou drama, mas tinha de levar o público a rir ou a emocionar-se! Só isso o poderia ter salvo! A falta de coesão na «escrita» da narrativa e no desenvolvimento dos diálogos é imperdoável. Eles preocuparam-se tanto com o embrulho e o laço que se esqueceram de enfiar dentro da caixa um presente que nos fizesse felizes! Se algo tão visualmente perfeito e tecnicamente impecável é incapaz de mover o coração do público, que importa toda a perfeição? Se eu não for capaz de me identificar com o príncipe, que ainda por cima tem o meu nome, que me interessa o que ele vai fazer? Claro que a Maléfica é a grande personagem deste filme… porque no fundo é a única personagem que teve o desenvolvimento que merecia! Ela pode ser má como as cobras, mas ela faz calafrios no público! E o príncipe? “Ah, eu vou salvá-la!” É um herói de papelão como os das peças teatrais do infantário! Quanto a Aurora… que posso dizer? A história reduziu-a à mínima expressão! Por pouco ela não se tornou uma figurante do filme dela. Novamente, um erro da narrativa, não da arte visual! Visualmente ela parece uma modelo de passerelle, principalmente com aquele cabelo anacrónico, mas não é mais que isso.

Em 02 Mar 2026

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