A Igualdade é Branca

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Lançamento: 26 Jan 1994 | Categoria: Filmes

A Igualdade é Branca

Nome original: Trois couleurs : Blanc

Idiomas: fr

Classificação:

Genero: Comédia, Drama, Mistério

Site:

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Produção: MK2 Films, France 3 Cinéma, CAB Productions, Studio Filmowe Tor

Sinopse

A esposa francesa de um imigrante polonês que vive na França pede o divórcio. Ao se ver sem esposa, sem trabalho e obrigado a voltar ao seu país natal, ele começa a tramar um plano de vingança contra a ex-mulher.

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Reviews

Autor: Filipe Manuel Neto

**Gostei, mas o roteiro parece um pouco inverosímil demais.** Dos três filmes da “trilogia das cores” de Krzysztof Kieslowski, este é talvez o que se aproxima mais da comédia. O enredo começa com o divórcio de um casal: ele é polaco e foi para a França por causa dela, que é francesa. Ambos casaram, montaram uma vida comum, mas a verdade é que a vida sexual do casal é nula, ele não é capaz de consumar o acto. Ele não é impotente, não é homossexual, simplesmente parece intimidado pelo momento. Não satisfeita com isso, ela fica com os bens, tira tudo ao desgraçado do ex-marido e ameaça-o. A viver na rua, sem dinheiro e sem perspectivas, ele resolve voltar para Varsóvia dentro da própria mala. Passado um tempo, ele é um homem rico. Ele não é um homem honesto, ele não ganhou o dinheiro da maneira mais inocente, mas o filme ignora a moralidade em torno disso. Está na hora de fazer a francesinha pagar pelo que lhe fez, e pagar caro. Vamos primeiro aos pontos que eu mais gostei neste filme: a nível técnico, é uma obra de arte impecável. O director é meticuloso, pensa nos mínimos pormenores e quer tudo da maneira que ele imaginou. A cor branca é omnipresente ao longo do filme, tal como sucedeu em “Azul”. A cinematografia é notável, e a construção dos cenários e figurinos é bastante boa. Apesar de ser elegante, a música acentua bastante a veia cómica negra do filme, o que funciona muito bem. O trabalho dos dois actores principais, Zbigniew Zamachowski e Julie Delpy, também é ótimo. Ele, contudo, ganha mais visibilidade não só por ser o protagonista, mas pela forma muito irónica e agradavelmente engraçada como a personagem foi desenvolvida. O papel de Delpy não é tão rico, e nem tão interessante, mas a actriz desembaraça-se bem. O maior problema que tive com este filme é a inverosimilhança quase absoluta do roteiro. Além de o protagonista ganhar dinheiro muito facilmente sem, aparentemente, qualquer problema ou consequência prejudicial, ele está muito dividido entre o amor e a vingança. Por um lado, é óbvio que ele nunca esqueceu a ex dele, que a ama, apesar de todas as maldades que ela fez e de todas as situações difíceis que ele viveu por culpa dos actos dela. Ele parece, simplesmente, não ser capaz de a detestar. Por outro, ele detesta-a o suficiente para a fazer pagar por tudo, e de uma maneira bastante original. Em que ficamos? Uma vingança sem ódio?

Em 10 Feb 2023

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