Desafio do Além

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Lançamento: 28 Mar 1963 | Categoria: Filmes

Desafio do Além

Nome original: The Haunting

Idiomas: Inglês

Classificação:

Genero: Terror

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Produção: Argyle Enterprises, Metro-Goldwyn-Mayer British Studios, Metro-Goldwyn-Mayer

Sinopse

O Dr. Markway faz uma pesquisa para provar a existência de fantasmas e, com isso, se interessa pela Hill House, uma mansão com 90 anos localizada na Nova Inglaterra e que tem em sua história mortes, violência e loucura. Junto com ele estão Luke Sanderson, um cético que está para herdar a casa, a misteriosa e clarividente Theodora e a insegura e carente Eleanor Lance, cujos dons psíquicos a transformam no instrumento de ligação com os espíritos da velha mansão. Gradativamente fica óbvio que eles encontraram algo muito maior e aterrorizante do que poderiam imaginar.

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Reviews

Autor: Filipe Manuel Neto

**Um filme simples, com um roteiro básico, mas que nos assusta de tal maneira que ainda tem influência nas produções de terror dos dias actuais.** Filmes sobre casas assombradas? Quem viu, viu todos… certo? Eu gosto de pensar que não. E este filme é provavelmente o avô de uma boa parte deles! Actualmente esquecido devido à passagem do tempo, o filme mereceu um remake muito mais fraco em 1999, e eu acredito que é, ele mesmo, uma reescrita de “A Assombração da Casa da Colina”, lançado três anos antes, em 1959, e que também já mereceu nova produção em anos recentes. O impacto deste filme na indústria e no género de terror foi, portanto, notável e continua a ter alguns ecos no cinema actual. A história começa logo por nos apresentar Hill House, a fatídica e gigantesca mansão do filme, envolta num manto de mistério e num passado de morte. Ao contrário do remake moderno, este filme nunca explora as origens do mal, aceita-o simplesmente, e coloca as personagens no interior da casa, sob o pretexto de uma investigação paranormal dirigida de modo extraordinariamente inábil e muito pouco profissional – digo eu, que também me considero um académico – por um parapsicólogo obcecado por provar a veracidade dos fenómenos de assombração e a vida após a morte. Como história contada, o filme é francamente pobre e deixa-nos com mais perguntas do que respostas. Somos apresentados a uma experiência psicológica dirigida sem critério e que, se tivesse sido verdadeira, teria chocado a comunidade cientifica e levado a diversa ordem de consequências legais e jurídicas. Preciso de dizer que o estudo teria de parar ao primeiro sinal de perigo para a sanidade mental de um dos intervenientes? Questões que parecem lógicas, como o facto de as “cobaias” se voluntariarem por escrito, após pleno conhecimento do que será feito e dos riscos, são postas de lado, tal como as atitudes hostis dos caseiros, pouco satisfeitos com o trabalho adicional, ou a passividade da família de Eleanor, que só aparece para mostrar o quão desenraizada a personagem se estaria a sentir. O elenco não é muito conhecido, mas faz um esforço louvável. Lois Maxwell é talvez o nome mais facilmente conhecido, mas aparece por pouquíssimo tempo e não acrescenta muito com a sua participação. Ela dá vida, de resto, à pessoa mais aparentemente sã no meio daquela loucura. E não estou a dizer com isto que não acredito no sobrenatural: na verdade, acredito, mas tenho mais medo dos vivos que dos mortos e não aceito qualquer patranha. É Julie Harris quem domina a tela com uma interpretação inspirada e louca de alguém a viver à beira de um colapso mental. Ela é simpática e nós agonizamos com os sustos e o medo dela. Claire Bloom também faz um trabalho interessante, mais contido e sarcástico. Se o público está à espera de lençóis esvoaçantes ou esqueletos animados por cordéis de ‘nylon’, é melhor esquecer: o filme não recorre a brincadeiras de carnaval para os sustos, preferindo usar inteligentemente o som, a imagem, as sombras e ângulos de câmara para criar uma atmosfera de tensão e de ameaça. O resultado é francamente positivo: ao não vermos o que nos assusta, não sabemos o que esperar e isso, sim, intimida-nos. Batidas nas madeiras, passos carregados, socos contra portas, risos abafados, o leque de efeitos de som é rico e foi usado de modo criativo e muito credível. O local das filmagens, uma enorme mansão neogótica inglesa, é maravilhoso e foi muito bem aproveitado. Todos os cenários interiores são requintadamente elaborados e parecem autênticos. A casa é, ela mesma, uma personagem densa, rica e misteriosa, uma vilã digna de antologia.

Em 12 Sep 2023

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