Autor: Pedro Quintão
Não esperava que Jurassic World: Rebirth fosse uma obra-prima, mas também não queria sair da sala de cinema com aquela sensação de que vi mais um filme genérico. Infelizmente, foi exatamente isso que senti. O filme não é horrível, mas está longe de ser bom. É o típico blockbuster esquecível, que até entretém e nada mais, como se fosse uma refeição fast food.
O pior de tudo foi a ausência daquela emoção e da tal “magia” que os filmes originais sabiam evocar, pois não senti o deslumbre de Jurassic Park (1993). Nem a intensidade de The Lost World. Em Rebirth, tudo é formulaico, previsível e sem alma, tornando-se mesmo fácil anteciparmos cada passo da narrativa.
A primeira parte do filme, passada no mar, arrasta-se durante demasiado tempo. Há uma tentativa de construir algo épico, mas aa falta de tensão fazem com que o interesse vá esmorecendo. Quando a ação finalmente muda de cenário e esperamos que o filme realmente melhores, acaba por se tornar ainda mais genérico com momentos já vistos e revistos em inúmeros filmes deste subgénero. Não existe qualquer sensação de perigo, porque rapidamente percebemos quem vai sobreviver e isso retira grande parte do impacto que o filme precisa.
Na maioria, as personagens também não ajudam. São puros clichés ambulantes, sem qualquer camada que nos permita criar empatia. A dada altura, desejei que os dinossauros fizessem uma limpeza mais profunda, pois o body count é limitado.
Os efeitos visuais estão bons, mas alguns momentos que poderiam ter sido memoráveis se tivessem sido acompanhados por uma narrativa à altura.
Jurassic World: Rebirth não é uma catástrofe, mas é um daqueles filmes que já vimos mil vezes. Dá para passar o tempo, mas não tenciono voltar a vê-lo e nem sequer me passa pela cabeça recomendá-lo. É pena, porque este universo ainda tem tanto para dar se arriscarem mais e reciclarem menos.
Em 07 Jul 2025
Autor: Priscila Oliveira
A franquia Jurassic Park marcou gerações com sua trilogia original, nos apresentando ao fascínio (e ao perigo) de trazer dinossauros de volta à vida. Anos depois, ganhamos uma nova leva de filmes com a trilogia Jurassic World, trazendo efeitos mais modernos e uma abordagem diferente. E agora, temos O Recomeço — um título que carrega promessas, nostalgia e, claro, muitos dinossauros.
Eu assisti sem esperar uma obra-prima. Na verdade, com esse tipo de filme já virando algo comum no mercado, que está começando a ficar saturado, fui mais pela experiência e pela curiosidade. No geral, achei o filme bem mediano, dentro do que eu imaginava. Dou nota 6,5.
É um filme leve, divertido, que arranca boas risadas e entrega aquele combo que todo fã de dinossauro ama: cenas grandiosas, monstros gigantes e uma pitada de adrenalina. Mas o roteiro falha em alguns pontos importantes, principalmente ao não explicar direito o motivo das novas mutações genéticas. Também senti falta de uma direção mais clara: o filme continua a trilogia anterior? Os humanos e dinossauros estão convivendo agora ou não? Ficou vago.
Outra coisa que deixou a desejar foi não mostrar o destino dos dinossauros jogados na ilha. Faltou contexto, pistas, e um fio condutor mais sólido. Porém, isso não chega a estragar a experiência. Ver essas criaturas enormes na tela do cinema continua sendo empolgante.
Um ponto super positivo foi o alívio cômico — o personagem interpretado por David Iacono foi ótimo. De verdade, ele conseguiu me fazer rir em vários momentos, e isso deu uma equilibrada muito boa no clima do filme.
Jurassic Park: O Recomeço é mais do mesmo? É. Mas é aquele “mais do mesmo” que a gente curte. Cheio de easter eggs, referências aos filmes anteriores e aquele sentimento gostoso de nostalgia. Espero que nos próximos filmes eles consigam amarrar melhor o roteiro, mas uma coisa é certa: ver dinossauros no cinema continua sendo uma experiência que vale a pena.
Em 16 Jul 2025