Os Desajustados

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Lançamento: 19 Jun 1987 | Categoria: Filmes

Os Desajustados

Nome original: Withnail & I

Idiomas: Inglês

Classificação:

Genero: Comédia, Drama

Site:

Poster: Ver poster

Produção: Handmade Films, Cineplex-Odeon Films

Sinopse

Dois atores desempregados — o ansioso e azarado Marwood e seu amigo amargo e alcoólatra, Withnail — passam os dias vagando entre seu apartamento miserável, o escritório de desemprego e o pub. Quando tiram férias "por engano" na casa de campo do tio extravagantemente gay de Withnail, Monty, eles se deparam com o lado desagradável do interior da Inglaterra: tédio, moradores aterrorizantes e chuva torrencial.

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Reviews

Autor: Filipe Manuel Neto

**É um bom filme, mas é muito prejudicado pelo abuso do álcool, drogas e tabaco, e pela fraqueza do roteiro, ao nível da narrativa.** Esperava bastante mais deste filme, tenho de confessar. É considerado por muitos como um dos melhores filmes cómicos britânicos, e não há dúvidas de que os diálogos e situações foram feitas de modo extremamente engraçado, e não é difícil rir das situações e conversas absurdas que se observam aqui. Mas também não é mentira nenhuma que o filme está bastante longe de ser um trabalho de perfeição. O roteiro baseia-se na convivência entre duas personagens, Withnail e outro rapaz, cujo nome nunca é mencionado, e que supostamente relata a história na primeira pessoa. Eles são dois aspirantes a actores, absolutamente falhados, sem um vintém, que partilham despesas e um apartamento em Camden durante o final dos anos 60, isto é, em plena revolução cultural e nos anos de ouro do consumo de drogas. Cansados da podridão em que vivem, decidem ir para a casa de campo de um tio de Withnail, sem saberem que o lugar é inóspito para os citadinos. O filme tem os seus momentos de humor, e isso deve-se em larga medida a um conjunto muito bem escrito de diálogos e de situações absurdas. Particularmente memorável é a maneira como Withnail praticamente endeusa o álcool, não conseguindo permanecer um minuto sóbrio, ou a forma como ele decide pescar com uma caçadeira, ou ainda a viagem dos dois amigos, num belo Jaguar antigo que é verdadeiramente uma pena ver tão maltratado. Infelizmente, o roteiro e a história não vão muito além disto e não há muito material para suportar o filme. A nível narrativo é, decididamente, um filme muito fraco. Todavia, eu consegui facilmente lidar com isso. O filme será tão bom quanto o público estiver disposto a “deixá-lo fluir” sem pensar muito nisso, aproveitando simplesmente as muitas oportunidades cómicas criadas. Por mais de uma vez, eu senti que o filme iria funcionar perfeitamente como peça de teatro, mais até do que no cinema. Muito difícil de digerir, contudo, é a constante apologia ao álcool e às drogas. Estou certo que a intenção dos produtores não era essa, mas o facto de as personagens estarem tanto tempo sob o uso destas substâncias pode realmente incomodar os públicos actuais, que encaram de modo menos simpático o abuso de álcool, tabaco e drogas no cinema. Eu costumo ser bastante aberto em relação a isso, mas por várias vezes, em várias cenas, eu senti que o filme estava a pisar em terrenos perigosos quanto a isso. O filme tem um elenco reduzido e só três actores merecem um destaque. Richard Grant e Paul McGann tiveram, com este filme, a sua estreia cinematográfica… e que estreia! Grant, talvez sem nunca o ter imaginado, teve neste filme o papel da sua carreira, na medida em que nenhum outro trabalho seu foi tão popular e tão marcante quanto este. Também McGann esteve muito bem, ainda que não seja capaz de competir muito com Grant, que tem uma personagem muito mais intensa e muito mais complexa. O falecido e saudoso Richard Griffiths também aparece por aqui e faz um papel pequeno, mas que é muito bem feito. O filme não é brilhante a nível técnico, mas há alguns pontos que gostaria de salientar, sendo a cinematografia o mais relevante de todos eles. Eu não sei como isso foi conseguido, mas é muito evidente que o filme foi capaz de emular o aspecto e as características de um filme feito nos anos 60. Acredito que o segredo estava na luz, na escolha da película certa e da câmara mais adequada, bem como de um bom conjunto de figurinos e adereços. Gostei especialmente de ver o figurino de Withnail. Com as suas roupas, ele parece um decadente, falido e alcoólico Mr. Darcy (os fãs de Jane Austen perceberão esta). Há também algumas cenas visualmente notáveis, como as cenas na estrada, ou a cena em que os dois amigos saem da casa de Monty e vemos a demolição aparatosa de uma antiga casa vitoriana atrás deles.

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