Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet

Explore filmes e séries
Lançamento: 21 Dec 2007 | Categoria: Filmes

Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet

Nome original: Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street

Idiomas: Inglês

Classificação:

Genero: Drama, Terror

Site:

Poster: Ver poster

Produção: DreamWorks Pictures, Warner Bros. Pictures, The Zanuck Company, Dombey Street Productions, Parkes+MacDonald Production

Sinopse

Benjamin Barker é injustamente condenado a uma colónia penal por um juiz corrupto na Austrália, de onde foge após quinze anos de prisão. Determinado a encontrar a mulher e a filha, regressa a Inglaterra como o barbeiro Sweeney Todd, mas descobre que o juiz que o condenou está prestes a se casar com a sua filha. Desesperado, ele mergulha gradualmente na loucura e decide vingar-se. Com a ajuda da Sra. Lovett, que esteve apaixonada por ele durante toda a sua vida, ele corta a garganta dos seus clientes, enquanto ela prepara os corpos nas suas famosas tortas de carne.

Vídeos

Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (2007) | Trailer Legendado

Sweeney Todd - Trailer

Galeria de imagens

Reviews

Autor: Filipe Manuel Neto

**Afinal, os musicais podem ser trágicos.** Este filme concentra-se em Sweeney Todd, um barbeiro vingativo condenado por um crime que não cometeu e que volta para se vingar. Dirigido por Tim Burton, o filme tem roteiro de John Logan, baseado num musical de palco com o mesmo nome. O elenco é liderado por Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Alan Rickman e Jayne Wisener, entre outros actores. Tim Burton é um director sobre o qual eu tenho muitas reservas. Ninguém questiona a sua criatividade nem a sua capacidade de criar filmes excelentes. O problema é que ele faz filmes excelentes com a mesma facilidade que comete enormes erros. Eu tinha poucas expectativas ao ir ver este filme, e elas ainda caíram mais quando percebi que seria um musical. Mas fiquei muito satisfeito com o que vi e acho que Burton, desta vez, fez um excelente trabalho. Não conheço a peça original, por isso não consigo saber se o roteiro lhe fez jus. Mas acho que é um bom roteiro e tem uma boa história, sem grandes erros ou perguntas a que não responde, além de ter reviravoltas interessantes e um excelente final. O elenco é excelente, sendo que o destaque particular é Depp, que soube combinar o gosto por papéis invulgares com uma entoação de voz forte e profunda. Helena Bonham Carter também brilhou, numa personagem obscura cujo amor obsessivo leva à destruição. Este casal macabro realmente conseguiu dar vida ao filme, transformando-o numa mistura de horror e filme musical, que engrossa à medida que o enredo segue rumo ao fim. É um filme que prova, sem dúvidas, que os musicais não precisam ser românticos e muito fofinhos. Os cenários, figurinos e efeitos visuais são excelentes. Estamos a falar de Burton, então não podia ser de outra forma. É um filme bastante gráfico até certo ponto, com vários litros de sangue falso e cenas que podem ferir as sensibilidades mais peculiares. A banda sonora é da responsabilidade de Stephen Sondheim (autor das músicas e letras originais) e é excelente, permanecendo na nossa memória por muito tempo.

Em 23 Feb 2018

Autor: Filipe Manuel Neto

**UM MUSICAL TRÁGICO E SANGRENTO EM HONRA AO PENNY DREADFULL E AO GRAND GUIGNOL** CRÍTICA QUE ESCREVI QUANDO REVI O FILME Mapear a inspiração do filme leva-nos até à literatura popular de horror vitoriana, os “penny dreadfull”. Foi nesse universo literário que surgiu Sweeney Todd, barbeiro que mata os seus clientes, que depois servem de matéria-prima para a amante, Sra. Lovett, fabricar empadas de carne. A personagem foi revisitada por Christopher Bond numa peça teatral de 1970 onde a sua mitologia se cristalizou, tornando um assassino em série numa figura trágica, que se destrói a si mesma enquanto busca vingança contra um pérfido magistrado judicial. A peça originou um musical que fez sucesso no West End londrino e inspirou o jovem Tim Burton em 1980. Nas décadas seguintes, com o início da sua carreira no cinema, ele tentou desenvolver a ideia, mas não foi capaz. Entretanto, os musicais voltaram a ser populares e, em 2003, Walter Parkes, da DreamWorks, comprou os direitos do musical a Stephen Sondheim, chamando Sam Mendes para dirigir e John Logan para adaptar o argumento. Dois anos depois, Mendes abandonou o projecto e Parkes abordou Tim Burton já sabendo do seu sonho antigo. Ele aceitou, foi logo aprovado por Sondheim e a produção começou, como cooperação entre a DreamWorks e a Warner Bros., com quem Burton trabalhava: as duas empresas chegaram a acordo quanto a custos e lucros de distribuição e orçamentaram o filme em 50 milhões de dólares, em boa parte graças ao envolvimento mútuo de Burton e Johnny Depp. Tim Burton é um daqueles directores que foi crescendo na minha apreciação a cada filme que ia lançando: ele é visualmente bizarro, gosta de um estilo sombrio e gótico que não é para todos os públicos e que funciona só num nicho de projectos muito específico. No entanto, ele é muito bom naquilo que se propõe fazer: neste filme específico, ele aproveitou o trabalho de Logan, ajudando-o a reduzir um musical de três horas num filme mais dinâmico e dramático de duas horas. As filmagens decorreram nos Estúdios Pinewood do Reino Unido: o cenário da barbearia foi construído num plano elevado e a cadeira era funcional assim como o alçapão. Foram usadas câmaras Panaflex Millennium XL e Panaflex Platinum com filme Kodak 35 mm e lentes Panavision Primo, ideais para filmagens em pouca luz, dando ao filme uma aparência mais sombria e cores desmaiadas. O CGI foi usado para aumentar o cenário, recriando a Londres vitoriana em grandes panorâmicas urbanas, sujas e enevoadas, e para a cena da morte da Sra. Lovett. A maioria dos efeitos eram recursos práticos da velha escola: por exemplo, o sangue era artificial e laranja, mas verdadeiro, concebido para ficar vermelho-vibrante no filme acabado, criando cenas grotescas de assassinatos exagerados numa homenagem ao Grand Guignol e aos filmes de terror da Hammer Studios. Como acontece muito na obra de Tim Burton, um dos pontos fortes do filme é a qualidade visual: a cidade é mais que um pano de fundo, é quase um elemento vivo e desumano, que distorce quem ali vive e traz à tona a pior versão de cada um. Infelizmente, o CGI nem sempre envelheceu tão bem: a morte da Sra. Lovett parece agora grotesca e muito artificial. Gostei imenso do visual gótico vincado, onde as mortes brutalmente gráficas, com sangue a jorrar, funcionam bem. Pelo menos, para mim! Estou disposto a entender as pessoas que pensam que Burton exagerou demasiado. É, efectivamente, um exagero, estamos de acordo, mas é um exagero que tem um propósito que eu consigo entender e que se enquadra quer no estilo visual do cineasta, quer na tónica sombria do musical. E sendo um musical, é importante analisar as canções. Nenhuma delas se destaca, não é “Os Miseráveis”, mas tudo se encaixa: a narrativa não pára durante as canções, elas fazem o filme avançar. Claro, é importante ressalvar que o filme encurtou o musical e as canções são adaptadas! Quem vir o filme à espera de ver o que viu no palco vai ter uma decepção, mas tinha de ser, adaptações não são cópias. A única coisa que lamento na forma como o argumento foi adaptado é a forma como o romance de Johanna e Anthony se torna numa coisa fútil e sem grande relevância para a trama do filme. Helena Bonham Carter merece destaque pela qualidade da sua voz, mas também pela maneira como explorou a psicologia da personagem: outra actriz transformaria a Sra. Lovett numa sociopata, mas ela mostra-nos uma mulher solitária num mundo frio, desumano e sem amor, que se apega a qualquer pessoa que lhe possa dar um carinho e aceita acobertar Todd por estar tão carente. Johnny Depp, que treinou a destreza com as navalhas, não tem uma voz bonita, mas funciona numa personagem que também não é bonita: o lado mais belo da sua interpretação é a forma como o actor evidencia as cicatrizes mentais e psicológicas profundas da personagem, ajudando-nos a entender a sua crueldade. Quanto a Sacha Baron Cohen, limita-se a ser ele mesmo, o que não foi má ideia considerando a personagem estereotipada e histriónica em que o escalaram.

Em 17 Feb 2026

Você vai querer ver

A Colina Escarlate

Apaixonada pelo misterioso Sir Thomas Sharpe, a escritora Ed...
Data de Lançamento
13/10/2015

Nosferatu

Um conto gótico de obsessão entre uma jovem assombrada na ...
Data de Lançamento
25/12/2024

Cadastre-se
em nossa NEWSLETTER

Cadastre-se para receber as novidades, promoções, informações, etc.