Passageiros

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Lançamento: 26 Sep 2008 | Categoria: Filmes

Passageiros

Nome original: Passengers

Idiomas: Inglês

Classificação:

Genero: Drama, Mistério, Thriller, Romance

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Poster: Ver poster

Produção: TriStar Pictures, Mandate Pictures, Persistent Entertainment, Intuition Films

Sinopse

Uma terapeuta tem a missão de prestar assistência psicológica aos sobreviventes de um acidente de avião e acaba se envolvendo romanticamente com Eric, o paciente mais calado do grupo. Os sobreviventes começam a desaparecer misteriosamente e ela acredita que Eric sabe o motivo.

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Reviews

Autor: Filipe Manuel Neto

**Um bom filme de mistério e suspense.** Claire Summer é uma psicóloga que ajuda as pessoas que atravessam situações de luto ou acidentes graves. No entanto, ao tentar ajudar um grupo de sobreviventes de um acidente de avião, ela envolve-se numa teia de mistérios que promete mudar a sua vida. Dirigido por Rodrigo García, tem roteiro de Ronnie Christensen e a participação de Anne Hathaway, Patrick Wilson e David Morse. Este filme não é um filme de terror, como muitas vezes é descrito. Eu pelo menos discordo dessa classificação. É um filme de mistério, que gira em torno de uma situação pouco clara e da psicologia das personagens, maduras e muito bem desenvolvidas. O filme apresenta situações interessantes e o final é verdadeiramente desconcertante mesmo para quem acompanhou o filme com atenção. Pode, no entanto, soar algo previsível para aqueles que já têm um conhecimento mais alargado de filmes semelhantes. Os actores foram muito bons mas o destaque é principalmente para Hathaway e Morse, dois artistas extraordinários que fizeram uma grande performance e deram às personagens um dramatismo absolutamente convincente. Hathaway brilha nas cenas em que se lembra do passado da sua personagem e fala sobre a solidão e o isolamento de uma vida quase inteiramente dedicada ao estudo e à carreira. A fotografia é muito interessante, apesar de ser um pouco fria e cinzenta. Os efeitos visuais e sonoros funcionam bem e não roubam o protagonismo à história ou ao desempenho dos actores. A banda sonora cumpre o seu papel sem ser surpreendente. Este é um filme que atrai facilmente o público, e só vai decepcionar, provavelmente, aqueles que procuram terror "a sério", digamos assim. Embora este não seja um filme brilhante ou a obra-prima de nenhum dos envolvidos, é bom à mesma, especialmente para aqueles que gostam de uma história misteriosa, um pouco alicerçada no ambiente e na construção gradual de suspense mas muito capaz de entreter bem o público.

Em 23 Feb 2018

Autor: Filipe Manuel Neto

**UM DRAMA VESTIDO DE THRILLER QUE FOI TÃO PASSAGEIRO QUE MUITOS SÓ O VIRAM EM BLU-RAY.** _CRÍTICA FEITA APÓS REVER O FILME_ Quem já passou pelo embaraço de ser o último a chegar a uma festa ou evento conhece a sensação de que só vai apanhar restos do que os outros já comeram. Este filme estava fadado a ser o último da festa, o que quase não comeu e a quem ninguém deu atenção. Em 1999, o filme "O Sexto Sentido" foi um sucesso estrondoso graças à sua boa história e a uma reviravolta muito bem colocada. A partir daí, a indústria de Hollywood quis repetir o feito e lançou diversos filmes com fórmulas parecidas, criando a moda do high concept twist: de "Os Outros" a "O Orfanato", uma série de filmes explorou esse recurso de narrativa, com resultados muito variáveis. O argumentista Ronnie Christensen também decidiu explorá-lo através de uma trama que gira à volta de um acidente de avião e dos esforços de uma psicóloga clínica para auxiliar os sobreviventes. De início, o argumento era mais denso, pensado para o suspense «hitchcockiano», e explorava as sequelas do PTSD e da fragmentação da realidade após um trauma. Christensen foi apresentando o seu texto a vários produtores, vendendo-o como uma conspiração empresarial em que a companhia aérea tenta calar os sobreviventes do acidente. A Mandate Pictures acabou por comprar o projecto e convidou Rodrigo García para dirigir. Rodrigo García, que é o filho de Gabriel García Márquez, não era um director comercial. Era um director que sabia como valorizar os actores e o lado humano das histórias, como fez em "O Que Direi Olhando Para Ti". A sua escolha era uma aposta no drama humano e psicológico do texto de Christensen. García não queria fazer terror, queria o filme mais focado na relação entre personagens e na forma como elas procuram o apoio umas das outras num momento de confusão e desorientação. O projecto captou a atenção de Anne Hathaway, uma actriz muito bem cotada após o êxito de "O Diabo Veste Prada", mas que queria ir além e ser considerada uma opção para papéis maduros e dramáticos. A entrada dela no projecto ajudou a obter um orçamento de 25 milhões de dólares, uma aposta forte para uma produtora independente como a Mandate. Para o obter, tiveram de fazer um acordo de distribuição com a TriStar, subsidiária da Sony Pictures. As filmagens decorreram totalmente em Vancouver, Canadá, tirando partido do ambiente geralmente nublado da cidade para trabalhar a luz e a fotografia de modo a enfatizar a desorientação das personagens. O filme trata-as como estando num limbo, isoladas e desconfortáveis. O cinegrafista Igor Jadue-Lillo (veio com García, que já o conhecia) usou câmaras Panaflex Millennium XL2 armadas com lentes Panaflex Primo e película Kodak Vision2 500T 5218. A escolha permitiu-lhes aproveitar o grão e a alta sensibilidade para um filme com menos luz e sombras mais elegantes e densas, criando um ambiente ligeiramente onírico e com toques de surrealismo, como se as personagens estivessem num mundo aparte ou num sonho. Isto é bastante interessante: num momento em que o digital é a moda, eles mantiveram o filme 35mm e puseram-no ao serviço dum objectivo estético e artístico, conscientes de que o digital não conseguiria o mesmo efeito. A escolha de uma lente esférica em vez do anamórfico foi a opção certa para close-ups naturais e sem distorções, o que faz sentido considerando que eles queriam valorizar as emoções e acção das personagens e não mostrar cenário. Não é por acaso que o set é a coisa menos interessante do filme, com a sua impessoalidade gélida. Muitas vezes nem vemos bem o fundo, o foco está no primeiro plano e nubla o resto. Sob a orientação de Jadue-Lillo, a câmara move-se com a suavidade de quem apenas observa sem fazer parte do lugar, criando uma barreira entre as personagens e o público. Até nisso elas estão separadas e sozinhas! Podemos vê-las, é só. A cor contribui com tons dessaturados, secos e «mortos», como os ocres, os cinzas, os amarelos-pálidos. As sombras são suaves, a luz natural das janelas é bem aproveitada, mas sempre baça, triste. Mesmo as cenas entre as personagens de Hathaway e Patrick Wilson mantêm essa tónica algo desmaiada e suave, mesmo podendo ter tons mais quentes alusivos à atracção romântica que acontece entre eles. Se há uma coisa que fica logo evidente neste filme é o seu elenco de peso, muito mais forte do que esperaríamos num filme «indie». Por exemplo, Dianne Wiest é bastante eficaz no papel de uma vizinha um pouco estranha, enquanto Andre Braugher trabalha bem a seriedade e dignidade da sua personagem. David Morse é essencial para que não se perceba demasiado cedo o plot twist final: afinal, é à volta da sua personagem que se avolumarão as desconfianças que alimentam todo o corpo central do filme. O actor parece não ter tido problemas em ir ao encontro do que a personagem lhe pedia e faz um esforço decente, mas que me pareceu demasiado confortável e fácil para ele. Vale bem a pena analisar em conjunto as performances de Patrick Wilson e de Anne Hathaway, na medida em que eles contracenam a maior parte do tempo e as cenas em que estão juntos são as mais impactantes das personagens deles. A actriz luta para ser mais séria que meiga, ela não quer que a personagem seja uma «babe» atraente que sabe muito e tem um diploma, mas nem sempre se consegue desprender do tanto de «carinhas-larocas» que tinha feito: nos momentos frágeis da sua personagem, tão séria e profissional, nós sentimos um pouquinho de «açúcar em excesso», mas como eu gosto de doces, e gosto da actriz, até lidei bem com isso. É uma «dor de crescimento» normal. Wilson, por outro lado, está a jogar com um material muito mais fácil de lidar, que é a atitude de quem pensa que, quando se está perdido por 100, é irrelevante ficar perdido por 1000. A personagem dele está quase sempre em «modo fo...a-se», extravasando o que sente e o que pensa quase sem filtros e esbarrando na serenidade budista que a personagem da Hathaway exala por todos os poros. Ele tem a força vital, ela tem a força mental. Há uma atracção que é óbvia, natural, e um distanciamento tão radical como a briga eterna entre a cabeça e o coração. Ela prende-se ao que conhece, ele abre-se às possibilidades de uma vida onde nada mais o pode ferir. E é a correlação deles que faz o filme funcionar. O resultado de tudo isto é um filme de ritmo lento e agradável tensão dramática, que nunca tenta ser de terror, embora aborde temáticas que são caras ao género. É um filme que quer ser comercial, mas não abdica do cunho artístico do cinema de autor. O problema é que, tal como eu disse anteriormente, chegou muito tarde à festa e só comeu os restos do buffet: em 2008, quase toda a gente que via cinema com alguma frequência estava bem familiarizada com o conceito do plot twist e isso, aliado à relativa previsibilidade da narrativa a partir do seu terço final, retira 75% do efeito pretendido. Em vez de o público abrir a boca de espanto e dizer «o quê?!», tivemos casais na sala que diziam um para o outro «estás a ver como eu tinha razão?» Se tivesse sido feito e lançado em 2000 ou 2001, este filme teria sido um êxito. Em 2008, saiu da traseira da linha de partida e viu na pole position "O Casamento de Rachel", que, ironia das ironias, também tinha Anne Hathaway no papel principal e era distribuído pela TriStar! Por saber que o filme romântico tinha hipóteses de dar à actriz um Óscar (e ela realmente foi nomeada pela primeira vez ao de Melhor Actriz), a distribuidora apostou fortemente no marketing e publicidade dele, dando os restos e a louça por lavar a "Passageiros"! E como um azar nunca vem só, a pouca publicidade feita vendeu-o como um thriller convencional de calafrios e não deu valor ao drama humano que é a alma do conceito! Só o DVD/Blu-ray lhe permitiram segunda vida.

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