2012

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Lançamento: 10 Oct 2009 | Categoria: Filmes

2012

Nome original: 2012

Idiomas: Inglês

Classificação:

Genero: Ação, Aventura, Ficção científica

Site:

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Produção: Columbia Pictures, Centropolis Entertainment, Farewell Productions, The Mark Gordon Company

Sinopse

Bilhões de habitantes da Terra não estão cientes de que o planeta tem uma data de expiração. Com os avisos de um cientista norte-americano, os líderes mundiais começam os preparativos secretos para a sobrevivência de alguns membros da sociedade. Quando o cataclisma global finalmente ocorre, o fracassado escritor Jackson Curtis tenta levar sua família para um lugar seguro quando o mundo começa a desmoronar.

Vídeos

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Reviews

Autor: Filipe Manuel Neto

**Um filme que merecia ser destruído antes de ter sido lançado...** Com base nas teorias catastróficas que foram amplamente divulgadas ao longo de 2011 e 2012, este filme é, na sua essência, a representação do fim do Mundo. Dirigido e escrito por Roland Emmerich, o filme tem um elenco liderado por John Cusack, Beatrice Rosen, Zlatko Buric, Amanda Peet, Thandie Newton e Chiwetel Ejiofor. Todos aqueles que já conhecem o trabalho deste director sabem o prazer que sente ao destruir o nosso planeta. Ele fez isso em "Dia da Independência", "O Dia Depois de Amanhã" e "Godzilla". Então, acho que ele não conseguiu resistir à tentação de deixar passar esta oportunidade de destruir tudo novamente. Mas acho que ele não tentará fazê-lo tão cedo pois quase destruiu a própria carreira: o filme é tão incoerente, inconsistente e exagerado que se limita, basicamente, a duas horas de destruição em massa e abuso de efeitos especiais. Eu gostava de dizer que o roteiro é uma porcaria, mas a verdade é que virtualmente não há roteiro. Este filme não tem nenhuma história para nos contar, limitando-se a alinhavar um fio condutor (as tentativas de um pai salvar a si mesmo e aos seus familiares da morte certa) que nos permita ver a destruição de tudo e a tentativa governamental de, pelo menos, salvar alguns ricaços com dinheiro suficiente para repovoar o mundo depois. Por isso, se você achar que as personagens são vazias como cartão canelado, você tem alguma razão porque elas não chegaram a ser verdadeiramente elaboradas. Sabemos muito pouco sobre todos eles, apenas o bastante para os vermos atirados para a confusão. Alguns morrem, outros safam-se por uma unha negra (o velho cliché deste tipo de filme repetido uma, e outra, e outra vez), o que acaba por ser absurdo. É a ausência total de credibilidade e realismo. Quanto aos actores, o que podemos dizer é que geralmente são maus, não estão interessados em interpretar bem e têm personagens medíocres. Há alguma coisa boa neste filme? Sim. Apesar do desastre de filme, ele dá-nos uma grande quantidade de acção num espaço curto de tempo, cenas de destruição absolutamente deslumbrantes e a maior quantidade de efeitos especiais e CGI por segundo que você possa imaginar. Emmerich nem sequer tentou disfarçar que o filme todo é uma desculpa mal-amanhada para uma onda de destruição e uma autêntica orgia de computorização gráfica, com o único objectivo de limpar a nossa carteira e engordar os lucros de bilheteira.

Em 24 Feb 2018

Autor: Filipe Manuel Neto

**A MONETIZAÇÃO DE UM HYPE COMO PRETEXTO PARA CGI MASSIVO.** CRÍTICA FEITA APÓS REVER O FILME. Roland Emmerich é um homem que adora destruir cidades e planetas, dedicando-se a isso há anos. É a mente por trás de “Independence Day” e “The Day After Tomorrow”! Este filme supera tudo o que ele já fez e surgiu graças à especulação na Internet e redes sociais, sobre o fim do Calendário Maia, a 21 de Dezembro de 2012. Para muitas pessoas, seria a data do fim do mundo e circularam imensas teorias sobre isso. Se estou a escrever esta crítica em 2026, é porque falharam. Entendendo que o público veria um filme sobre isso e o CGI permitia elevar a escala destrutiva Emmerich dedicou-se a escrever o argumento com a ajuda do seu parceiro regular, Haral Kloser. Em cima da trama apocalíptica, criaram uma trama onde os governos mundiais, sabendo do fim antecipadamente, criaram arcas de noé ultramodernas e ultra-secretas onde os ricos, famosos e poderosos do mundo se salvariam da morte juntamente com casais de cada espécie animal, sementes vegetais, grandes obras de arte, de literatura e preciosidades dos museus. Eles leram “Fingerprints of the Gods”, de Graham Hancock, onde é citada a teoria da deslocação da crosta de Charles Hapgood, enquanto os neutrinos, partículas atómicas neutras, são vilões que vão fritar o planeta vindos do Sol. O roteiro foi comprado em 2008 pela Sony Pictures através da Columbia Pictures, sua subsidiária, e orçamentado em 200 milhões de dólares, o que evidencia que eles acreditaram que o filme era uma aposta segura. As filmagens decorreram na Columbia Britânica, Canadá: as ruas de Vancouver foram aproveitadas para todas as cenas em Los Angeles, as florestas e montanhas de Ashcroft serviram para o Tibete e os Mammoth Studios em Burnaby foram o centro nevrálgico das filmagens em espaço fechado. Nos estúdios, a maioria das cenas foi filmada com chroma key e cenários básicos, feitos sobre bases hidráulicas que os abanavam violentamente, simulando os terramotos. Para as arcas, ergueram estruturas de aço para permitir a interacção do elenco com o cenário; para a cena da inundação usaram tanques de água e canhões de pressão. Uma das cenas mais difíceis foi a fuga de Los Angeles na limusine: filmando contra telas verdes, usaram carros ligados a cabos e explosões controladas, além das bases hidráulicas que citei. Recorrendo a um monitor onde podia ver a cena com algum CGI simples, Emmerich podia orientar o elenco e corrigir as câmaras para ter o efeito desejado. O cinegrafista, Deam Semler, optou por câmaras digitais Panavision Genesis, que não só permitiram usar melhor a pouca luz da chuvosa Vancouver (que diferença quando se pensa na soalheira Los Angeles!) como facilitaram o trabalho de pós-produção e de inserção de efeitos CGI. O CGI é a alma do filme. Inserido após as filmagens, torna a destruição do mundo um espectáculo sensorial de grande escala. Num dos trabalhos visuais mais complexos da Sony, mais de dez laboratórios trabalharam em mais de 1300 planos de efeitos. Graças ao eles, a água parece ameaçadora, a lava é escaldante, as explosões tornam-se autênticas. Não tenho dúvidas que eles fizeram o seu melhor e usaram o leque de recursos técnicos mais afinado e moderno à sua disposição. Por exemplo, usaram software de física de colisão para prever como edifícios reais se desmoronariam e a ordem pela qual deveriam desabar. Paul Ottosson foi o responsável pelos efeitos de som, que contribuem para dar autenticidade aos visuais: ele usou colecções de sons autênticos pré-gravados, incluindo o fogo, sons de explosões e sons de terramotos. Para as fendas na crosta terrestre, usou sons de glaciares a racharem. A banda sonora épica garante que o planeta não definhará miseravelmente, mas terá o final grandioso e trágico de uma ópera. O elenco tenta ajustar-se e actuar de forma realista num caos surreal: John Cusack tem o ar casual e modesto de pessoa comum e a personagem é um escritor fracassado que ganha a vida como motorista de uma limusina de aluguer, mas o roteiro obriga-o a imitar Evel Knievel com o raio da limusina e a cidade a cair. É demasiado irrealista! O actor nem tem culpa e faz o que pode, mas a personagem não funciona! Woody Harrelson parece ter-se divertido bastante com o aspecto caricatural da sua personagem e isso funciona bem, o actor sai de modo positivo. Além disso, a personagem dele mostra bem o tipo de pessoas que acreditou na patranha do Calendário Maia. Só faltou um póster com a frase “stay chill, get high!” Outros dois actores que saíram bem deste filme são Danny Glover e Chiwetel Ejiofor, ambos com personagens mais sensatas, realistas e moralmente decentes, que parecem ter consciência da amplitude da catástrofe e do número inevitável de mortos. Amanda Peet e Tom McCarthy aparecem para a personagem de Cusack ter com quem conversar e se irritar, enquanto Beatrice Rosen e Zlato Buric só estão aqui para mostrar o peso do dinheiro e da falta de moralidade em horas aflitivas. As personagens deles funcionam como uma crítica ao tipo de pessoas que usa o dinheiro e o poder para ter acesso a benefícios (neste caso, salvar a vida) que doutra forma nunca teriam por falta de méritos: afinal, o “bilhete” das arcas custaria um bilião de dólares por cabeça e conheço poucas pessoas capazes disso. No fim, quem morre é o zé-ninguém, como acontece na vida real. Após rever o filme, fiquei convencido das suas virtudes visuais e do trabalho competente dos técnicos de CGI e de som. O filme não envelheceu muito mal, mas já se notam as fendas na crosta digital de efeitos devido ao avanço rápido destas tecnologias e ao envelhecimento precoce dos efeitos. O filme tem quase três horas, o que pode ser um problema para pessoas que acham demasiado para um filme sem conteúdo e sem densidade, mas eu lidei bem com isso graças ao factor entretenimento: Emmerich sabe destruir o planeta com estilo e inserir elementos no momento certo para evitar marasmos e tempos mortos, e a edição de David Brenner contribuiu com uma articulação eficiente entre as várias cenas. O problema é o resto! Se isto fosse um filme baseado em algo credível como um terramoto ou erupção vulcânica, catástrofes que acontecem, seria um delicioso pretexto para duas horas e meia de pipocas! Hoje, sabemos que 2012 foi um ano normal e as especulações não passaram disso, à imagem do “millenium bug” do ano 2000. Ninguém fez um filme sobre o fim do mundo no ano 2000 porque todos sabíamos, no fundo, que íamos estar agora aqui a falar nisso! Ao apostar numa trama irrealista sobre um evento especulativo que quase de certeza não ia acontecer, o filme suicidou-se! Hoje, soa de modo incoerente e inchado como um pretexto para destruição grandiosa e efeitos CGI! Além deste hara-kiri, o filme parece ter sido feito por pessoas que fugiam às aulas de ciências do Liceu para fumar uns charros atrás da escola. Não é preciso mais do que a escolaridade obrigatória para ver que a ciência por trás do filme tem tantos problemas e insultos ao conhecimento técnico de física de partículas, geologia, sismologia e vulcanologia que merece, com distinção, o rótulo de filme mais absurdo da história do sci-fi. É um doutoramento suma cum laude em estupidez pseudocientífica, um insulto à inteligência do público que a trama desiste de explicar, implorando para desligar o cérebro e só ver! O argumento poderia tentar compensar isso com um bom drama humano com personagens sólidas, mas limita-se a encher chouriços com tudo o que deveria estar num filme de desastres: o herói ordinário saído do quotidiano para salvar a família, os chatos que o rodeiam, os idiotas que merecem ser mortos e políticos dramáticos. Uma procissão de clichés e personagens unidimensionais pensadas para morrer ou serem salvas à última hora por um Indiana Jones improvisado em cima dos joelhos e que deve estar a ter o maior dia de sorte da sua vida: aconteça o que acontecer, eles salvam-se no último minuto com tempo para ir tirar o chapéu da porta no segundo final! Há uma certa ironia no facto de a personagem mais marcante e memorável do filme ser um doido que fumou demasiada maconha! O filme caiu num certo esquecimento previsível. Não foi feito para ser uma obra atemporal. Foi feito para dar dinheiro a ganhar a Emmerich, aos executivos da Sony/Columbia e aos demais envolvidos no projecto. Desde o início, era um projecto pensado para rentabilizar um hype de Internet, e o público aceitou-o como aquilo que é: entretenimento esquecível que qualquer idiota compreende, que pode servir de fundo para um casalinho ficar na marmelada na última fila do cinema, que serve bem para ir ver com um grupo de amigos ao Domingo à tarde, entre risos, piadinhas e pipocas arremessadas. Obviamente, os críticos e fatiaram Emmerich até à alma.

Em 24 Feb 2026

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