O Último Rei da Escócia

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Lançamento: 27 Sep 2006 | Categoria: Filmes

O Último Rei da Escócia

Nome original: The Last King of Scotland

Idiomas: Inglês

Classificação:

Genero: Drama

Site:

Poster: Ver poster

Produção: Fox Searchlight Pictures, Cowboy Films, DNA Films, Scottish Screen, UK Film Council, Film4 Productions, Slate Films

Sinopse

Nicholas Garrigan é um elegante médico escocês, que deixou recentemente a faculdade. Ele parte para Uganda em busca de aventura, romance e alegria, por poder ajudar um país que precisa muito de suas habilidades médicas. Logo após sua chegada Nicholas é levado ao local de um acidente bizarro, onde o líder recém-empossado do país Idi Amin, atropelou uma vaca com seu Maserati. Nicholas consegue dominar a situação, o que impressiona Amin. Obcecado com a cultura e a história da Escócia, Amin se afeiçoa a Nicholas e lhe oferece a oportunidade de ser seu médico particular. Ele aceita a oferta, o que faz com que passe a frequentar o círculo interno de um dos mais terríveis ditadores da África.

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Reviews

Autor: Filipe Manuel Neto

**Um excelente filme sobre factos históricos dramáticos.** Com base em eventos reais, este filme retracta a vida e a personalidade do ditador Idi Amin, do Uganda. Dirigido por Kevin Macdonald, tem um vasto elenco liderado por Forest Whitaker e James McAvoy. Este filme baseia-se, principalmente em factos reais que fazem parte do lado sombrio da história de um jovem país africano: o Uganda. Idi Amin liderou o país com punho de ferro, não hesitando em matar os adversários. Apesar do elenco ter actuado com grande profissionalismo, Whitaker merece uma menção especial: ele soube perfeitamente como incorporar as várias facetas da sua personagem altamente contraditória: nalguns momentos, Amin pode parecer uma excelente pessoa mas, à medida que o filme se vai desenrolando, o seu pensamento e personalidade tornam-se cada vez mais violentos e o público apercebe-se que está a observar um homem profundamente paranóico, comparável a um Calígula. Whitaker soube parecer verdadeiramente intimidante, e a equipa de caracterização e figurinos conseguiu completar o trabalho dando-lhe uma semelhança física intensa com o verdadeiro ditador. Portanto, não é surpreendente que Whitaker tenha ganho, com todo o mérito, o Óscar de Melhor Actor. Mas ser amigo de alguém como Amin significa andar sempre no fio de uma navalha e o personagem de McAvoy, um jovem médico escocês, ingénuo e idealista, que foi a África em busca de aventuras, dá-nos a visão desse perigo. É delicioso ver a sua mente despertar para os problemas do país enquanto contacta directamente com a loucura do seu novo amigo. Os efeitos visuais, especiais e sonoros eram muito bons e os cenários transportam-nos facilmente para a África. O roteiro, por sua vez, é consistente e realista, não caindo em exageros nem cenas de acção sem sentido. Tudo correu como deveria, tudo foi feito na medida correta.

Em 23 Feb 2018

Autor: Rosana Botafogo

**English** A historical drama, based on Giles Foden's 1998 novel, which portrays the dictatorship of Ugandan President Idi Amin through the perspective of a fictional Scottish doctor. Practically all accounts of Amin's childhood are contradictory, as he did not write an autobiography and never authorized a written account of his life. A lovely drama, I enjoyed the slow and growing maturity, from naivety and trust to the true horror of dictatorial authoritarianism... A delightfully real fiction... **Portuguese** Um drama histórico, baseado no romance de Giles Foden de 1998, que retrata a ditadura do presidente de Uganda Idi Amin através da perspectiva de um médico escocês fictício, praticamente todos os relatos da infância de Amin são contraditórios, pois ele não escreveu uma autobiografia e nunca autorizou um relato escrito de sua vida, adorável drama, gostei da crescente e lento amadurecimento, da ingenuidade e confiança ao verdadeiro horror do autoritarismo ditatorial… Uma ficção deliciosamente real…

Em 05 Jan 2025

Autor: Filipe Manuel Neto

**UM BOM FILME SOBRE UMA PERSONAGEM HISTÓRICA PERTURBADORA E PARANÓICA.** CRÍTICA QUE FIZ AO REVER O FILME. O Uganda foi colónia britânica até 1962 e é formado por vários reinos tribais como o Reino de Buganda. O seu primeiro presidente foi o rei deste reino, Mutesa II, que sempre lutara contra os britânicos, mas foi deposto por Milton Obote. Nessa altura, Idi Amin, era já um importante chefe do Exército, com cada vez mais apoios e influência, e Obote tentou prendê-lo. Amin evitou a prisão e, em 1971, liderou um golpe militar que o pôs à frente do país. Durante os oito anos seguintes, governou com punho de ferro e, num acesso de megalomania, autoproclamou-se Rei da Escócia e Conquistador do Império Britânico. Além de ter arruinado o Uganda graças a um isolamento internacional crescente e ao confisco de milhares de empresas privadas, foi um dos ditadores mais sanguinários da África, criando esquadrões da morte que mataram meio milhão de pessoas, satisfazendo as paranóias de um líder cada vez mais alheio do mundo. Após ter sido deposto, fugiu para a Arábia Saudita e morreu em 2003, sem nunca ter sido julgado. Giles Foden, jornalista que viveu muito tempo em África (incluindo no Uganda), conhecia Idi Amin e o seu governo e via nele um cómico megalómano capaz de atrocidades terríveis, que teve espaço para prosperar em virtude da corrupção e da passiva conivência dos ocidentais. Assim, em 1998, ele publicou um livro sobre Idi Amin onde misturava ficção com factos reais que conhecia ou que pesquisou. Após ler, a produtora Andrea Calderwood adquiriu os direitos para cinema apresentando o projecto à DNA Films, uma produtora britânica capaz de investir numa obra de grande orçamento. A escrita do argumento foi pedida a Peter Morgan e Jeremy Brock, que tentaram criar um grande thriller político que privilegiasse a tensão dramática e a relação tóxica das duas personagens centrais. Para dirigir contrataram Kevin Macdonald, que era conhecido por dirigir uma série de documentários e podia imprimir ao filme um realismo cru e agressivo. As filmagens decorreram quase totalmente no Uganda, após permissão e apoio do governo do país, sendo um dos poucos filmes internacionais de grande impacto a ser filmado no país. A produção impulsionou a indústria e o comércio, criou empregos, gerou riqueza, impulsionou a cultura e o gosto pelo cinema, recebendo em troca um realismo intenso e imersivo: o Exército do Uganda colaborou totalmente com o projecto, aparecendo neste filme e garantindo a segurança das filmagens; os figurantes ugandeses, muitos deles testemunhas mudas dos actos de Idi Amin, viram na experiência uma forma de catarse colectiva, confrontando uma página do passado de que não se fala levianamente. Para muitos, ver Forrest Whitaker na personagem foi como ver um fantasma e inspirou reacções físicas de medo, inclusivamente nas filmagens nas ruas da capital, Kampala. A produção filmou também no Parlamento Nacional, no Hospital Mulago e no Aeroporto de Entebbe, usando câmaras de mão e película 16 mm e 35 mm, com cores saturadas que remetem à estética dos anos 70. O filme não é uma representação fiel dos acontecimentos e atrocidades do governo de Amin: a trama foca-se na relação entre as personagens e nas questões morais que se impõem quando se é demasiado próximo de uma pessoa como o “Carniceiro do Uganda”. Não obstante, o filme esforça-se por recriar fielmente o período, o que se pode dizer que funcionou, pelo menos do ponto de vista da estética da década de 70: destaca-se o Mercedes-Benz 280SL descapotável visível nalgumas cenas, um veículo que pertenceu a Idi Amin e permanece no Uganda em propriedade privada. Para recriar os uniformes do ditador foram usados tecidos e tons autênticos, além de medalhas semelhantes às que ele dava a si mesmo, e para mostrar a forma como o Dr. Garrigan beneficiou da sua bizarra proximidade com ele, a sua indumentária evolui do linho branco e simples para fatos de seda colorida e camisas de gola larga, concordantes com a moda daquela década. Apesar dos méritos do director na sua busca por realismo e por uma autenticidade visual e sensorial, o que torna o filme imperdível é a interpretação de Idi Amin por Forrest Whitaker. O actor dá-nos o melhor trabalho da sua carreira artística até hoje, com um comprometimento total que chega a assustar pela rapidez com que vai do riso à ira transtornada. Ver a sua interpretação trouxe à minha memória muitas das descrições sobre o imperador romano Calígula: a mesma paranóia, a mesma megalomania absoluta, toda a embriaguez do poder, ausência de filtros ou de limites. Whitaker dá-nos a visão de um homem aterrorizante por ser totalmente imprevisível e não ter qualquer freio que o prenda. Ele até aprendeu Suaíli. E é precisamente a interacção dele com James McAvoy que dá força ao filme. O actor escocês também faz um trabalho notável, ainda que a personagem não seja tão apelativa. Ele equilibra habilmente o fascínio pelo poder absoluto com o pavor das atrocidades que podem ser cometidas.

Em 19 Feb 2026

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