Autor: Filipe Manuel Neto
**Um grande filme, nos cinquenta anos da franquia Bond.**
Dirigido por Sam Mendes e produzido por Barbara Broccoli e Michael G. Wilson, é o vigésimo terceiro filme da franquia. Neste filme, Bond protegerá o MI6, ameaçado por uma enorme falha de segurança que comprometeu a vida de vários agentes de campo, mas rapidamente descobre que o responsável está a perseguir directamente M e que eles têm contas a ajustas. Como sempre acontece nos filmes de 007, ao elenco central une-se Ralph Fiennes, no papel de Gareth Mallory, Bérénice Marlohe no papel de Bondine Severine e Albert Finney no papel de Kincade. Naomie Harris entra para o papel de Eve Moneypenny, naquilo que pode ser considerado quase uma mensagem anti-racista, visto que é a primeira personagem relevante da franquia a ter cor negra em muitas décadas. Este filme marca ainda o fim grandioso de Judi Dench como M e o ressurgir do personagem Q através do talento de Ben Whishaw. O papel do vilão foi entregue a Javier Bardem.
Este é um dos filmes Bond mais impressionantes. Lançado durante as celebrações do quinquagésimo aniversário da franquia, não podia evitar as lembranças, algumas das quais têm um papel importante na trama, como aconteceu ao "velhinho" Aston Martin DB5 que Bond usou em filmes como "Goldfinger". Daniel Craig foi excelente, deu vida a um agente maduro, incapaz de fazer missões normais por ter sido ferido e passado muito tempo afastado. E se Judi Dench mostrou noutros filmes que é um chefe dura e exigente, ela mostra agora que também é cuidadosa com os seus agentes. É interessante e emocionante ver o caminho que ela e Bond tomam, e que vai da oposição aberta a uma gradual colaboração e estima. Ben Whishaw surpreendeu no papel de Q, dando à personagem um sopro de ar fresco e uma abordagem mais realista, apropriada à nossa era. O vilão, no entanto, superou todas as expectativas. Bardem superou tudo o que havia mostrado em filmes anteriores. Ele realmente deu vida à sua personagem mal-humorado, vingativa e efeminada. A partir daqui, o céu é o limite para este actor e as portas estão abertas para qualquer projecto que ele escolher. Curiosamente, este é um dos poucos filmes de Bond onde as bondgirls perdem toda e qualquer relevância, mas isso não foi negativo. Ao ver o filme, não vamos sentir falta delas. A sequência de abertura é, na minha opinião, uma das melhores, tendo a canção "Skyfall", composta e cantada por Adele. Com esta música, ela obteve um Óscar e um dos maiores sucessos.
Em 20 Feb 2018