O Código Da Vinci

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Lançamento: 17 May 2006 | Categoria: Filmes

O Código Da Vinci

Nome original: The Da Vinci Code

Idiomas: Inglês

Classificação:

Genero: Thriller, Mistério

Site:

Poster: Ver poster

Produção: Imagine Entertainment, Skylark Productions

Sinopse

Robert Langdon é um famoso simbologista, que foi convocado a comparecer no Museu do Louvre após o assassinato de um curador. A morte deixou uma série de pistas e símbolos estranhos, os quais Langdon precisa decifrar. Em seu trabalho, ele conta com a ajuda de Sophie Neveu, criptógrafa da polícia. Porém, o que Langdon não esperava era que suas investigações o levassem a uma série de mensagens ocultas nas obras de Leonardo Da Vinci, que indicam a existência de uma sociedade secreta que tem por missão guardar um segredo que já dura mais de dois mil anos.

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Reviews

Autor: Filipe Manuel Neto

**Uma boa adaptação do livro original.** Com base no best-seller homónimo de Dan Brown, este filme começa no Museu do Louvre, onde um crime e várias pistas escondidas nas obras de Da Vinci levam o simbologista Robert Langdon a uma inesperada caça ao tesouro na qual vai ser perseguido pela polícia francesa e terá a ajuda da neta do falecido conservador do museu. Dirigido por Ron Howard, tem um elenco liderado por Tom Hanks e Audrey Tautou. O cinema sempre teve dificuldade em agradar ao público quando faz a adaptação de uma obra literária conhecida. Para mim, um ávido leitor, um filme raramente pode ser melhor que o livro original. Há sempre capítulos que são cortados ou adaptados de maneira menos bem conseguida. Mas isso não significa que o filme é mau (bem, às vezes é mesmo, mas isso são outros problemas). Neste caso em concreto, a adaptação não é má, seguindo de modo fiel o livro original. E isso é essencial. Os actores são excelentes e foram bastante bons nos seus papéis. Apesar de algumas pequenas falhas, brilharam e deram credibilidade às suas personagens. Tom Hanks e Audrey Tautou conseguiram dar alma, engenho e charme a Langdon e a Sophie Neveu, conseguindo prender a atenção do público nalgumas cenas sem nunca se afirmaram como um casal porque, na verdade, não o eram. Ian McKellen já é um veterano e, como esperado, foi impecável no papel do académico Sir Leigh, uma personagem a quem ele soube dar grande vivacidade com uma grandiosa dicção e maneiras muito britânicas. Paul Bettany surpreendeu-me no papel do monge albino Silas, um fanático religioso. Quem viu o actor, como eu, noutros trabalhos, dificilmente o irá reconhecer aqui. Finalmente, uma palavra de louvor para Jean Reno, que volta novamente a fazer de polícia (ele já o fez noutros filmes, como "Os Crimes dos Rios de Púrpura"). É um bom actor francês, mas se continuar a ter este tipo de personagens e de papéis dificilmente irá ganhar versatilidade, além de ficar a modos que "rotulado". Os efeitos especiais, visuais e sonoros foram excelentes mas discretos. A fotografia, um pouco escura e nebulosa, contribuiu para engrossar o ambiente misterioso em que o filme se desenrola e para aumentar o suspense nas horas certas. A banda sonora, assinada por Hans Zimmer, foi perfeita e fica no ouvido. Em conclusão: o filme é bom e é fiel ao livro original mas, para apreciá-lo correctamente, temos que resistir a fazer comparações. Se compararmos com o livro, o filme irá certamente perder.

Em 24 Feb 2018

Autor: Filipe Manuel Neto

**DO DESDÉM EM CANNES AO ÊXITO DE BILHETEIRA, O CÓDIGO PLANTARD É UMA MENTIRA HONESTA.** CRÍTICA FEITA APÓS REVER O FILME. Tudo começou com o livro de mistério feito por Dan Brown. Eu tenho uma cópia, é um bom livro, tem uma história apelativa e um mistério bem montado que usa algumas das obras de arte mais famosas do mundo. Não estou aqui para o comentar, mas é indissociável do filme. A diferença é que o filme se assume como uma obra de ficção, ao passo que o livro engana os leitores ao dizer, no início, que se baseia em factos e o Priorado de Sião existe. A traição das palavras de Dan Brown recorda-me a traiçoeira pintura de Magritte onde vemos um cachimbo e a frase “isto não é um cachimbo”. Ao dizer tal coisa, Dan Brown referia-se à existência das obras de arte e locais do livro, sendo o resto inventado por ele ou, no caso do Priorado de Sião e da descendência de Jesus, aproveitado do livro “Holy Blood Holy Grail” e das mentiras de Pierre Plantard, dos melhores intrujões de França, o tipo de homem que faria a compra de terrenos na Lua parecer uma boa ideia de investimento. Após o sucesso colossal do livro, os direitos foram adquiridos pela Sony Pictures Entertainment através da subsidiária Columbia por 6 milhões de dólares. A ideia foi de John Calley, a sair da chefia da Sony para dar lugar a Howard Stringer. Destinaram-no à Imagine, a produtora de Ron Howard, um cineasta muito respeitado e com relação sólida com a Sony/Columbia e uma parceria com Brian Grazer, produtor perito em relações-públicas, e com Tom Hanks, um actor confiável e acarinhado. Isto conferiu solidez, seriedade e recursos ao filme sabendo que seria criticado e boicotado. A Sony/Columbia reservou 125 milhões de orçamento. Para o argumento, Howard e Grazer chamaram Akiva Goldsman, um argumentista que conseguiria trabalhar dentro das rígidas condições impostas por Dan Brown. O desafio seria converter um livro enorme, onde a maioria das páginas são teoria e monólogo mental, num thriller que explicasse tudo devidamente sem perder o ritmo. Foi assim que surgiram os flashbacks, para o público ver o que o livro explica, e é por isso que a personagem Sophie faz tantas perguntas: ela verbaliza o que o público quer saber. Muita gente se irritou com isso, mas são as coisas com as quais lidei melhor: os flashbacks ajudam-nos a recordar que estamos a ver ficção, adoptam até uma estética em sépia, e as perguntas de Sophie tornam-na tão curiosa e humana quanto nós, ajudando ao entendimento de quem não leu o livro. Um dos aspectos mais positivos do filme é, também, o seu maior desafio: as filmagens em locais reais, por insistência do director, que quis dar-lhe o maior realismo. Alguns espaços recusaram logo, como a Igreja de Saint Sulpice (cujo interior foi recriado em chroma key) e a Abadia de Westminster (que não costuma permitir filmagens, forçando a produção a valer-se da Catedral de Lincoln). Surpreendentemente, o governo francês e a direcção do Louvre permitiram a filmagem, mas só à noite, montando e desmontando tudo para não interferir com visitas, e o museu cobraria 25 mil euros por noite. Em adição, não poderiam usar luzes fortes ou quentes, sujar os pisos ou pinturas nem filmar a Mona Lisa. As restrições levaram a produção a fazer uma réplica das salas nos Pinewood Studios, Reino Unido, mas Howard ainda quis filmar no museu. As câmaras passaram ainda pelo interior da Capela de Rosslyn, da Temple Church e alguns castelos em França e no Reino Unido. Para os flashbacks, acrescentem-se a ilha de Malta e a Catedral de Winchester. Isto deu trabalho, mas a verdade é que o filme respira autenticidade, em parte, por causa deste simples detalhe. Além do realismo, eu calculo o efeito psicológico no elenco e equipa, a sensação de estar em locais tão repletos de história e arte sem turistas à volta… eu não sei se conseguiria conter as emoções. É nestes momentos que nos sentimos formigas. A aposta do director num realismo vibrante limitou o uso de efeitos ou CGI: o que vemos é o que é, os efeitos são para detalhes, especialmente nos flashbacks, criando cenas e panorâmicas históricas e dando ao público um olhar profundo sobre a Mona Lisa. O design de produção, como vimos, preocupou-se com a recriação de espaços inacessíveis (por exemplo, a réplica do túmulo de Isaac Newton), e com os flashbacks que exigiam vestimentas e adereços de época. Para filmar usaram câmaras Arricam ST/LT e Arriflex 435 com lentes Cooke S4 e Angenieux Optimo e película 35 mm Kodak Vision2. A opção analógica é decisão do director e do cinegrafista Salvatore Totino, para dar às cenas maior densidade e contraste, evidenciando as sombras e tons frios que acentuam a tónica misteriosa da narrativa. É claro, num filme que aborda tanto a arte renascentista, a opção parece lógica, com o uso do chiaroscuro e do sfumatto emuladas na câmara. As influências visuais de Leonardo Da Vinci, Botticelli, ou até Caravaggio, são nítidas e, pelo menos comigo, funcionaram muito bem. O som adiciona efeitos eficazes e a banda sonora é das melhores já feitas por Hans Zimmer, especialmente “Chevaliers de Sangreal”. A peça usa as sonoridades religiosas e o sintetizador para ligar a temática do filme a uma solene grandiosidade. Num filme que desde sempre se assumiu grandioso e cheio da sua própria importância, o elenco tinha de ser luxuoso. Paul Bettany, para mim, é quem mais se destaca pela positiva. Não me lembro de o ver numa actuação tão fria e brutal. Sir Ian McKellen também se sai muito bem: o actor parece estar totalmente à vontade com a personagem e estar a aproveitar o tempo para fazer uma coisa que ama, além de exalar charme e fazer um uso gracioso das boas maneiras e dos modos cavalheirescos. Jean Reno voltou a dar provas que é um dos melhores actores franceses da sua geração com uma interpretação adequadamente sombria. O problema é que eu já o vi a fazer papéis semelhantes (“Os Crimes dos Rios de Púrpura”), e não sei se isso pode rotular e limitar a escolha de papéis futuros. Audrey Tautou não consegue fazer muito além de perguntar coisas, e tem uma química de trabalho estranha com Hanks. Escolhido desde cedo para protagonista, Hanks faz o que pode com o talento do costume, mas os diálogos são densos, ele parece constantemente limitado pelo tanto que tem de explicar e dá-nos uma actuação sem o realismo que vemos em tudo o resto. Ah, e a peruca não funcionou. Custava deixar o actor usar o cabelo natural? Não era um pormenor assim tão imperdoável! Não era o bigode do Poirot! O chinó parecia ter saído do fundo do baú dos Monty Python! Não me admira que a polícia francesa estivesse atrás dele! Ao analisar o filme, sinto que Dan Brown devia ter participado da adaptação para não deixar o argumentista de mãos atadas. Ele quis tanto proteger o seu filme de cortes exagerados que o argumentista acabou por não ter a liberdade necessária para transformar um livro tão denso e tão cheio de explicações complicadas. Devia ter havido maior colaboração em vez de uma lista de imposições. É por isso que o Langdon cinematográfico soa tão estranhamente artificial! Ele foi transformado numa enciclopédia ambulante ou numa IA! O ritmo da narrativa é outro problema: o filme começa com dinamismo e tensão, mas a meio abranda tanto que parece um maratonista que desistiu a meio e, em vez de um thriller com um mistério e uma fuga da polícia, dá-nos meia hora de aula de história do Cristianismo. O terço final melhora um pouco, mas não consegue compensar isso. O filme é uma adaptação fiel e a trama é o que é. É uma mentira deslavada que o filme tem a honestidade de assumir. O problema é a adaptação ter sido feita com uma mão presa atrás das costas.

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