A Paixão de Cristo

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Lançamento: 25 Feb 2004 | Categoria: Filmes

A Paixão de Cristo

Nome original: The Passion of the Christ

Idiomas: Inglês

Classificação:

Genero: Drama

Site:

Poster: Ver poster

Produção: Icon Productions

Sinopse

O filme narra as últimas 12 horas de Jesus Cristo, que, após ser traído por Judas, é preso e levado para o julgamento de Poncio Pilatos. Sem conseguir encontrar um motivo para sua condenação, ele sofre com a pressão popular, que pede a crucificação de Jesus.

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A Paixão de Cristo - Trailer Oficial (Legendado)

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Reviews

Autor: Filipe Manuel Neto

**Uma versão historicamente precisa (se dermos crédito ao que é dito pelos Evangelhos) da morte de Jesus.** Este filme relata a última semana da maior história de todos os tempos: os últimos ensinamentos de Jesus Cristo, o Seu sofrimento, a Sua morte de cruz e, por fim, o momento da Sua ressurreição. Dirigido por Mel Gibson, que também escreveu o roteiro juntamente com Benedict Fitzgerald, tem Jim Caviezel e Monica Bellucci nos papéis principais. Não importa se você é cristão (nas suas várias igrejas), ateu, agnóstico ou segue outra religião. O facto é que Jesus Cristo é a figura histórica que mais marcou a raça humana. Marcou a maneira como pensamos, o que vemos como certo e errado, bom e mau, e foi tão fundamental que até o nosso calendário se divide em "Antes de Cristo" e em "Depois de Cristo". E qual é a melhor e a mais completa fonte de informação sobre a vida desta personalidade? Exactamente... os Evangelhos, com todas as falhas que se podem apontar, são quase tudo o que temos. E o que este filme faz é recriar o texto bíblico, em consonância com o que os historiadores dizem ter sido o ambiente vivido na época. Eu diria que o único momento em que o filme se distancia deste esforço de rigor histórico é no momento da ressurreição, que só faz sentido se você acredita que Jesus venceu a morte. Mas até esse momento, e a dar crédito ao texto bíblico, é provável que tudo o que nós vemos neste filme tenha acontecido quase exactamente da forma que o filme mostra. Mas a crítica que mais se ouve para com este filme é a sua grande violência. Durante quase duas horas, vemos uma das mais adoradas figuras da história ser torturada e humilhada com a maior crueldade. Para muitos, nos quais me incluo, como católico, é o Filho de Deus que está ali a ser espancado! E de facto não é fácil de ver, não é um filme bonito e alegre. Mas a verdade é que eram tempos violentos. A nossa sociedade actual tem um ponto de vista muito severo sobre a violência mas esquece-se que ela foi parte do quotidiano por milhares de anos. E para ser sincero, a violência que este filme mostra não me pareceu maior à que pode ser vista em muitos filmes de terror abertamente aclamados, como a franquia "Saw" ou "Hostel", por exemplo, onde há cenas de puro sadismo. Por isso, caro leitor, desculpe lá mas, com todo o respeito, eu penso que temos primeiro de nos preocupar com a violência desses filmes antes de nos importarmos com a que vemos neste filme, sob pena de estarmos a ser hipócritas. Pessoalmente, acho que Mel Gibson fez um óptimo trabalho como director. É bom ver que ele aprendeu com erros como o filme "Braveheart". Ao ser fiel ao contexto histórico e às fontes literárias (a Bíblia), Gibson fez do filme uma obra cinematográfica mais interessante e com maior valor. Gostei, especialmente, da opção de usarem as duas línguas originais faladas na época, o Latim e o Aramaico (hoje ambas consideradas línguas mortas). Caviezel foi intenso e excepcional no seu papel, conseguindo mostrar-nos dor e o sofrimento, mas também o amor e a mansidão do coração de Jesus. Foi uma injustiça não ter obtido a indicação para o Óscar de Melhor Actor, o que indica que nem sequer a Academia de Hollywood soube o que pensar do filme. O trabalho de caracterização e figurino aposta no realismo e é excepcional. Os cenários também ajudaram a retratar Jerusalém, uma cidade que não é muito diferente da confusão de muitas pequenas cidades do Médio Oriente dos nossos dias. A fotografia é boa e os efeitos visuais e de som ajudaram o público a entrar no filme, seguindo as dores de Cristo até ao Calvário. A banda sonora, por John Debney, é, sem dúvida, uma das melhores produzidas no cinema do século XXI. Por tudo isto, o filme foi visto como propaganda cristã. É sabido que Gibson é um católico praticante, e tão tradicionalista que pertence a uma minoria que ainda prefere a missa tridentina em latim às missas actuais. Mas acho que é muito mais do que propaganda: procura, de facto, dar vida aos momentos finais de Cristo na Terra. Colocando de parte as questões religiosas, o facto é que Jesus viveu uma vida marcante para as pessoas, pregou uma mensagem revolucionária para o seu tempo e foi morto por isso. Tudo o resto depende da fé de cada um.

Em 23 Feb 2018

Autor: Filipe Manuel Neto

**A REPRESENTAÇÃO CINEMATOGRÁFICA MAIS AUTÊNTICA DAS ÚLTIMAS HORAS DE JESUS.** CRÍTICA QUE ESCREVI APÓS REVER O FILME. Fazer um filme sobre a vida de Jesus Cristo nunca é simples. O tema já foi explorado por dezenas de directores, deu origem a filmes muito respeitados e envolve as crenças religiosas de milhões de pessoas que acreditam na eternidade de Jesus como filho de Deus eterno e redentor da Humanidade. Além disso, quase não há fontes arqueológicas ou históricas sobre Jesus, sendo os Evangelhos a principal fonte de conhecimento acerca da Sua vida e actividade. Quando Mel Gibson (um católico conservador) decidiu fazer este filme, ele sabia que estava a fazer um trabalho pesado. Ele vivenciara dificuldades terríveis uns anos antes devido ao vício de álcool e da droga, e atribuiu parte da sua estabilidade ao apoio da fé. Este filme surgiu da sua busca por redenção pessoal, e das suas reflexões acerca do sofrimento de Jesus, da forma como Ele expiou os males humanos. A ideia de Gibson era fazer um filme ultra-realista, brutalmente duro, capaz de mostrar o sofrimento de Jesus sem suavizações higiénicas ou receios de uma classificação parental agressiva. O projecto era arriscado e foi logo recusado pelos grandes estúdios, obrigando Gibson a envolver apenas a sua produtora, Icon Productions, e a pagar o projecto com 45 milhões de dólares do seu próprio dinheiro. Se o filme fosse um fiasco, não ficaria na miséria, mas seria o fim da sua carreira como director e produtor. Sem se deixar desanimar, pediu ajuda ao argumentista Benedict Fitzgerald. Juntos, eles passaram mais de um ano a pesquisar o período, os costumes e usos da época, os textos bíblicos e as visões da beata Ana Catarina Emmerich. Hoje, como sabemos, o filme foi um gigantesco sucesso comercial que deixou Mel Gibson multimilionário e abriu caminho a uma sequela que está em pré-produção lenta há mais de uma década. Para as filmagens, a produção instalou-se em Matera, cidade italiana que, pelo seu aspecto antigo, era um bom local para recriar Jerusalém bíblica. Os cenários do Templo e do Pretório de Pilatos, entre outros, foram mais tarde construídos nos estúdios da Cinecittà, em Roma, e envelhecidos artificialmente para parecerem antigos. Gibson fez um esforço titânico para recriar o período com rigor, o que mostra que aprendeu umas lições com os erros que fez em “Braveheart”: os adereços foram feitos artesanalmente, com técnicas de olaria e carpintaria da época, os figurinos foram tecidos com linhos e panos vindos da Índia e tingidos com pigmentos naturais usados na época, evitando o visual vibrante das cores modernas. Além disso, Gibson insistiu para que o filme fosse totalmente falado nas línguas da época: latim clássico, aramaico e hebraico antigo. Com isto, ofereceu-nos a visão mais credível, historicamente fiel e canonicamente confiável das últimas horas de Jesus de Nazaré. A cinematografia é um outro aspecto a que o director prestou muita atenção. Aproximando o seu filme da arte, Gibson e Caleb Deschanel criaram uma iluminação de alto contraste nas cenas à noite, com poucas fontes de luz, como um chiaroscuro. Assim, as sombras passaram a ser parte do cenário tal como a luz, numa alusão à dicotomia do Bem e do Mal e à presença do Tentador nas últimas horas carnais do Salvador. A câmara não tem medo de se aproximar das personagens, de nos pôr frente a frente com Jesus forçando-nos a ver o sacrifício do Cordeiro. O som é ampliado de modo a criar uma reacção mais intensa no público e a banda sonora, feita por John Debney, merece a nossa atenção e é profundamente atmosférica. O filme usa pouco CGI, mas o que usa serve para tornar as cenas de tortura mais viscerais graças a feridas e sangue adicionados na pós-produção. Não se pense, porém, que a tortura é CGI! Jim Caviezel sofreu bastante durante as filmagens, entregando-nos a performance da sua vida. Além de passar horas com a maquilhagem, que incluía pele sintética e próteses de latex, o actor chegou a ser açoitado por engano uma vez e apanhou uma pneumonia devido ao frio que sentiu durante a filmagem da crucificação. Todo o elenco teve aulas de línguas mortas durante vários meses, de modo a saberem pronunciar correctamente as suas falas durante o filme. Para tornar tudo ainda mais intenso, Gibson instruiu-os a recorrer a toda a sua expressividade física para vencer a barreira linguística, de modo que o público pudesse entender o que estava a ver mesmo sem ler legendas. Para além de Caviezel, vale a pena observar o trabalho empenhado de Monica Bellucci e Mattia Sbragia.

Em 15 Feb 2026

Autor: victor damião

Para mim, "A Paixão de Cristo" é um filme extremamente impactante, doloroso e espiritualmente poderoso, porque consegue transmitir com muita força a mensagem central do sacrifício, do amor e da entrega de Cristo pela humanidade; desde o início, com a agonia no Getsêmani, até o fim, com a ressurreição, eu vejo uma obra que não tenta apenas contar um episódio bíblico, mas fazer o espectador sentir o peso da cruz e refletir sobre o significado profundo da redenção. Embora em alguns momentos a violência seja muito intensa e até difícil de assistir, entendo que essa escolha reforça justamente a dimensão do sofrimento enfrentado por Jesus e o quanto esse ato foi marcado por dor, obediência, misericórdia e amor. Por isso, minha nota é 8/10, porque considero o filme forte, marcante e relevante, ainda que pesado, e acredito sinceramente que todo cristão não cristão deveria vê-lo, especialmente para compreender de forma mais profunda o sacrifício de Cristo e a grandeza do seu amor. Disponível na Netflix, Claro TV e Telecine.

Em 03 Apr 2026

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