Tão Forte e Tão Perto

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Lançamento: 25 Dec 2011 | Categoria: Filmes

Tão Forte e Tão Perto

Nome original: Extremely Loud & Incredibly Close

Idiomas: Inglês

Classificação:

Genero: Drama

Site:

Poster: Ver poster

Produção: Warner Bros. Pictures, Scott Rudin Productions

Sinopse

Um menino de 9 anos perde seu pai no atentado de 11 de setembro em Nova York. Ele acha uma chave em sua casa e acredita ser uma mensagem de seu pai. Começa assim uma comovente expedição pela cidade para achar a fechadura que se abre com a chave.

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Reviews

Autor: Filipe Manuel Neto

**A necessidade humana de encontrar significado e sentido na morte de um familiar.** Confesso que não sabia bem o que ia encontrar quando comecei a ver este filme. Estava muito pouco expectante, ainda que tivesse consciência de que era um filme em torno dos atentados de 11 de Setembro de 2001, e que tinha alguns actores que respeito e que gosto de ver. Talvez propositadamente, o filme começa de uma forma pesada e lenta, e não é muito fácil ultrapassar a meia hora inicial. Porém, o filme melhora imenso à medida que vamos conhecendo a personagem principal, um menino cujo pai morreu nos atentados e que está a tentar lidar da melhor forma com essa perda. Seja qual for a idade ou situação, a perda de um pai ou uma mãe é sempre dramática. Acredite, amigo leitor que tão pacientemente me está a acompanhar nestas linhas, eu tenho sentido isso na pele durante os últimos meses, posto que perdi a minha adorada mãe recentemente, e creio que essa circunstância pessoal teve influência na maneira como acabei por me rever no menino, e na forma emotiva e comovente como tenta lidar com o luto e a ausência. Ele acredita que o seu pai lhe deixou uma última “caçada ao tesouro” em torno de uma misteriosa chave, e ele faz um enorme esforço para ver um significado na morte do seu pai, e no facto de ter encontrado a chave. Parece infantil, mas permita-me ser honesto, eu confesso que também eu, no silêncio do meu sofrimento e dor, senti e sinto necessidade de encontrar alguma razão, alguma ordem em meio ao caos aleatório. Talvez nós, seres humanos, não consigamos aceitar que as pessoas que tanto amamos, simplesmente, morrem. E talvez tenhamos razão em não aceitar só isso… Quero com isso dizer que a horrível tragédia que aconteceu em Nova Iorque teve sentido em si mesma? Não… a maldade humana não tem sentido, mas não carece de fazer sentido. O que eu me recuso a pensar é que todas aquelas pessoas tenham morrido em vão. Acredito que o povo norte-americano, e todos nós, como sociedade ocidental, encontramos um significado em tudo o que aconteceu, e vemos aquelas pessoas como vítimas de uma crueldade inominável, que nos recorda pungentemente o quão vulneráveis estamos à mente de um louco suficientemente vil e determinado. Acredito que cada familiar que perdeu alguém ali encontrou um sentido muito pessoal na sua perda, e espero que isso tenha ajudado na tarefa de lidar com o que aconteceu. Apesar de ser muito jovem, gostei do trabalho desenvolvido por Thomas Horn. Ele fez tudo bem feito, e dá à personagem dele uma ingenuidade que nunca é pueril nem desprovida de senso e inteligência, muito pelo contrário. Tom Hanks é, como quase sempre acontece, impecável e dá ao pai do menino uma aura de familiaridade e simpatia muito própria, que o actor sabe utilizar muito bem. Da mesma forma, a carismática e profissional Sandra Bullock fez um trabalho muito interessante no papel da mãe. Apesar de ter sido nomeado ao Óscar, acho que Max Von Sydow já fez trabalhos muito melhores e mais completos. Mesmo assim, gostei da forma como ele foi capaz de se expressar e comunicar sem utilizar uma única palavra. Zoe Caldwell também fez um bom trabalho, ainda que num registo muito mais contido que os demais. Por outro lado, achei que John Goodman, Viola Davis e Jeffrey Wright estão todos muito mal aproveitados. O filme percorre vários lugares de Nova Iorque, e não é preciso ter visitado a icónica cidade para os reconhecer com muita facilidade, e apreciar a forma simpática com que o filme os aproveita e lhes dá brilho e beleza. A cinematografia auxiliou bastante nesse ponto, com uma luz, cor e brilho muito bem trabalhados, e uma boa edição posterior das imagens.

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