Autor: Filipe Manuel Neto
**Um dos melhores filmes de aventura da década de Noventa.**
Neste filme, ganha vida a lenda de Zorro, um herói mascarado mexicano que luta pela justiça contra os espanhóis opressores. E o filme é excelente em todos os aspectos. Aqui, a história do filme interliga-se com as intrigas polÃticas envolvendo a independência da República da Califórnia e o desejo norte-americano de se expandir de uma costa à outra costa.
A história é interessante e dá-nos bons momentos de romance e de aventura. A época em que tudo se passa é interessante e mostra o ocaso do Império Espanhol e a expansão dos EUA. É uma época histórica que permite excelentes figurinos e cenários, e que foi muito bem retractada, quase como um elogio à cultura hispânica. Claro que há certas coisas que não ficaram tão bem e os detalhes históricos dos cenários e figurinos podem ser alvo de algum debate.
António Banderas ganhou fama e projecção, em boa parte, com este filme. Além de ser um homem bonito, mostrou talento e fez um bom trabalho como actor. Bons momentos de acção, boas lutas de espada e uma certa ousadia rebelde caracterizam a personagem dele e o actor foi capaz de ir de encontro ao que se pedia dele. Outra coisa bastante evidente e muito bem conseguida foi a quÃmica intensa com Catherine Zeta-Jones, com quem ele contracenou e fez par romântico. Ela, por sua vez, também esteve muito bem aqui, exalando sensualidade e personalidade. Ao lado deles, Anthony Hopkins, sempre impecável. Stuart Wilson e Matt Letscher são bons nos papéis de vilões e fazem muito bem o seu trabalho aqui.
Além dos cenários e figurinos muito bons, o filme conta com uma boa cinematografia, boas cores, uma luminosidade elegante, boas lutas, boa acção e um sentido permanente de aventura ajudam este filme a tornar-se agradável e mesmo memorável. De facto, foi um dos melhores filmes de aventura da década de Noventa.
Em 22 Jan 2020