Autor: victor damião
Maratonei Poder e a Lei na Netflix da 1ª à 4ª temporada e sigo achando uma das séries jurídicas mais gostosas de acompanhar justamente porque ela pensa "por temporada", com um caso central que se fecha e dá ritmo, em vez daquele esquema de "caso da semana" que muita série do gênero repete até cansar. O que me pegou de verdade é como o roteiro trata o elenco de apoio como gente de carne e osso: personagens e detalhes que parecem só "cenário" voltam depois com função, peso e consequência, deixando o universo vivo e coerente, como se cada escolha tivesse memória. Mickey Haller funciona muito bem como protagonista porque carrega carisma e contradição na mesma medida, e dá pra torcer por ele e, ao mesmo tempo, sentir o desconforto moral quando a defesa exige engolir seco, e a série acerta em equilibrar tribunal, bastidores, estratégia e vida pessoal sem virar novela nem palestra. A 4ª temporada, lançada esse mês, mantém essa força e ainda reforça a sensação de continuidade, amarrando pontas e reaproveitando peças do tabuleiro com inteligência. No fim, minha nota é 8/10 no geral, e uma daquelas produções que respeitam a atenção de quem assiste, porque tudo importa, nada está ali "à toa".
Em 19 Feb 2026